‘Ele era um vulcão em erupção’, afirma José Simão sobre Ricardo Boechat

Ainda tentando digerir a notícia, o colunista da BandNews FM relembrou os anos de parceria com o colega de emissora

Companheiro de longos anos de Ricardo Boechat, José Simão conversou com José Luiz Datena ao vivo no Brasil Urgente após a confirmação da morte do âncora do Jornal da Band em uma queda de helicóptero em São Paulo.

Segundo o jornalista, a química entre os dois foi instantânea. "Está doendo saber que nunca mais vou falar com ele pela manhã. Foram dez anos nos falando todos os dias. Ele era um carioca da gema e, como todo bom carioca, era um gozador. Às vezes eu ficava ouvindo suas opiniões, sobre tudo. Ele era um vulcão em erupção. Não tinha partido, não tinha preferências, simpatias ou antipatias eternas, era coisa do dia mesmo. Ele atirava para todos os lados", declarou Simão, que dividia a bancada com apresentador no quadro Buemba! Buemba!, da BandNews FM.

O colunista admitiu que ainda está tentando digerir a notícia. "Eu fico pensando na Veruska [mulher de Boechat] e só choro. Nossos ouvintes amavam a gente, era uma coisa mais emocional, porque sentiam que nossas opiniões eram muito sinceras. É inacreditável", lamentou.

Em alguns momentos ainda falando no presente, Simão relembrou o quanto o amigo era conversador. "Eu falei com ele hoje pela manhã. O Boechat era uma pessoa muito justa. Quando a gente entrava no ar era uma alegria sem tamanho, fazíamos aquilo com tesão, com prazer. Eu sou tagarela, ele também é uma matraca. A gente sempre se entendeu e nunca tivemos rusgas. É difícil ter de encarar essa realidade", lamentou.

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