Risco em barragem de Barão de Cocais sobe para nível mais crítico

Cerca de 500 moradores da região já haviam sido retirados do local em fevereiro

A prefeitura de Barão de Cocais, em Minas Gerais, informou na noite desta sexta-feira, 22, que, por orientação da Agência Nacional de Mineração (ANM), elevou para 3 o nível de alerta da Barragem Sul Superior da Mina do Gongo Soco. Esse é o nível mais crítico na escala.

As sirenes da mina, usadas para monitorar os riscos de rompimento da barragem, foram acionadas.

Em nota, a prefeitura de Barão de Cocais disse que não há sinais de rompimento, mas a Defesa Civil do Estado está a caminho do município.

"Reforçando que a Defesa Civil de Barão de Cocais já está de plantão e a postos para toda e qualquer ação necessária", acrescentou a administração municipal em comunicado.

"Não há motivo para pânico", diz prefeito

Em entrevista à BandNews FM, o prefeito de Barão de Cocais, Décio dos Santos, afirmou que não há motivo para pânico depois do acionamento das sirenes. Décio informou que está à espera de representantes da Defesa Civil do Estado para avaliar os próximos passos.

Segundo o prefeito, não há moradores em regiões próximas à barragem e a preocupação maior é com possíveis locais de inundações e danos ambientais.

Vale diz que medida é preventiva

Em nota, a mineradora Vale disse que a elevação do nível de risco, bem como o acionamento das sirenas, fazem parte de uma "medida preventiva se faz necessária tendo em vista o fato de o auditor independente ter informado a condição crítica de estabilidade da barragem".

A empresa lembrou, no comunicado, que a Barragem Sul Superior é uma das dez barragens a montante inativas remanescentes da Vale e faz parte do plano de descaracterização anunciado pela mineradora.

Evacuação

No dia 8 de fevereiro, cerca de 500 moradores do município mineiro foram retirados de suas casas depois que soou a sirene da barragem que é administrada pela mineradora Vale.

Em janeiro deste ano, a barragem 1 da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), também administrada pela Vale, rompeu, matando 210 pessoas e deixando 96 ainda desaparecidas.

A tragédia - precedida pelo rompimento de uma barragem de rejeitos em Mariana em 2015, quando houve 19 mortes - levou apreensão a diversas cidades onde há estruturas semelhantes.

Nesta semana, cerca de 125 moradores nas regiões de Ouro Preto e Nova Lima, respectivamente na região central e metropolitana de Minas, começaram a ser retirados de suas casas por risco de rompimento de represas da Vale.

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