Caminhoneiros registram abordagens violentas de guardas municipais

Após divulgação de vídeos, a categoria organizou um protesto em frente à Prefeitura de São Paulo

Na semana passada, registros de abordagens policiais violentas passaram a circular na internet, gerando revolta e mobilização de caçambeiros em São Paulo.

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Em um dos vídeos, dois agentes da Guarda Civil Ambiental aparecem imobilizando um caminhoneiro dentro de um hospital na Zona Leste na terça-feira passada. As imagens foram gravadas por um amigo de Anderson Luís da Silva, que chegou a desmaiar após um dos policiais aplicar um mata-leão.

Em outra gravação, feita na sexta-feira, na zona sul de São Paulo, outro caminhoneiro é imobilizado por quatro agentes que usam cassetetes.

Depois da divulgação dos vídeos nas redes sociais, a categoria organizou um protesto em frente à Prefeitura, no centro da capital. A quantidade de caminhões foi tamanha que o Viaduto do Chá precisou ser fechado.

"As abordagens são truculentas. [os agentes] chegam puxando o revólver, não deixam você trabalhar, dialogar", relata o caçambeiro Jorge Ataide dos Santos ao Jornal da Band.

Os guardas civis ambientais são agentes da Guarda Civil Metropolitana. Eles fiscalizam o despejo de lixo e entulho em áreas de proteção - o que é um problema sério na cidade e configura um crime ambiental. Os agentes abordam os caminhoneiros para fiscalização do veículo e dos documentos.

Segundo os caminhoneiros, em caso de irregularidade, a multa é cobrada a partir da quantidade de agentes que participaram da ação.

"Chegam dez, doze [agentes]. Temos que pagar R$ 39 por agente", diz Ataide.

Um documento entregue por um dos caminhoneiros entrevistados pela reportagem mostra que - de uma única abordagem - participaram 12 agentes, totalizando um custo de mais de R$ 13 mil pelo trabalho de apreensão de um caminhão.

Em nota, a prefeitura informou que as multas aplicadas são feitas com base na lei e sempre acompanhadas do direito à defesa. Disse, ainda, que não há necessidade de um protesto travar vias do centro e que o trabalho da GCM se pauta pela correção e respeito aos cidadãos. A prefeitura, porém, não comentou as agressões.

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