Cabo morta foi convidada por PMs a roubar

A informação foi dada pelo deputado major Olímpio Gomes (PDT); segundo ele, o corregedor da PM, coronel Rui Conegundes, foi informado

A cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, morta junto à família na zona norte de São Paulo, no início do mês, foi convidada por PMs a participar de um roubo de caixas eletrônicos. A informação foi dada pelo deputado major Olímpio Gomes (PDT). Segundo ele, o corregedor da PM, coronel Rui Conegundes, foi informado.

De acordo com Gomes, a policial avisou seus superiores sobre o caso. O capitão Fábio Paganotto, na época comandante da 1ª Companhia do 18º Batalhão, tentou apurar o caso e acabou transferido, depois, para o 9º batalhão. O major Olímpio afirmou que os agentes não foram punidos. 

Ontem, o major já adiantou ao Brasil Urgente que a morte da PM e dos familiares pode ter sido motivada por uma vingança de policiais. 

Veja, abaixo, a entrevista: 


Nesta terça-feira, a chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegada Elizabete Sato, afirmou que o próximo passo da investigação sobre a morte da família seria traçar o perfil do casal de PMs. De acordo com o repórter Peterson Izidoro, do Brasil Urgente, a delegada não descartou nenhuma hipótese para as causas do crime. 

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo afirmou que "todas as informações que chegarem ao departamento serão verificadas na investigação. A afirmação em nada difere do que se vem afirmando desde o início das apurações". A polícia trabalha com a possibilidade de o menino de 13 anos - filho do casal de policiais - ter matado o pai, a mãe, a avó e a tia-avó antes de ter se suicidado. 

Vídeo

Imagens divulgadas na semana passada
 pela Polícia Civil mostraram o momento em que o filho do casal, um menino de 13 anos, suspeito de matar a família, chega à escola em que estudava com o carro da mãe.

O vídeo foi registrado por uma câmera de segurança da rua. Um amigo reconheceu o colega de colégio ao ver a gravação, segundo a polícia. O garoto sai do veículo e se dirige para a escola. O menino estava com a mesma mochila que foi encontrada por policiais militares na casa da família, após o assassinato. 

O caso

Um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a mulher - também policial militar, a sogra, de 67 anos, a tia da esposa, de 55, e o filho de 13 anos foram encontrados mortos em duas casas de um mesmo terreno, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. 

O crime, segundo investigações da polícia, teria ocorrido no domingo (4), mas só foi descoberto nesta segunda-feira. O filho do casal de PMs, que também morreu, teria sido o atirador. Depois do crime, ele teria ido à escola, voltado e se matado com um disparo na cabeça.

De acordo com o Comando da PM (Polícia Militar), o sargento da Rota deveria ter entrado no trabalho às 5h e a mulher dele, às 9h. A polícia foi encaminhada até a casa da Brasilândia depois que colegas do 18º Batalhão, da Freguesia do Ó, estranharam a falta da agente. 
      

Compartilhar