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Atualizado em terça-feira, 13 de março de 2018 - 19h18

Técnica de cirurgia através de robô vem crescendo no RS

Hospital Moinhos de Vento realiza transmissão ao vivo para difundir equipamento que permite operar pacientes com menor risco
 / Divulgação Divulgação

O Hospital Moinhos de Vento conta, desde o início do ano de 2018, com um grande reforço no seu quadro de cirurgiões. Trata-se de Da Vinci. Um robô especializado em procedimentos operatórios adquirido pelo grupo que tem realizado operações principalmente urológicas em pacientes de todo o Estado, que se deslocam até a capital gaúcha.

 

Uma transmissão ao vivo de uma cirurgia de retirada de próstata foi organizada pelo Hospital para difundir a nova técnica entre a comunidade médica. O responsável por este procedimento é André Berger, um dos pioneiros na cirurgia robótica no Brasil. Natural de Porto Alegre, ele é radicado nos Estados Unidos há mais de 10 anos, onde se especializou neste tipo de técnica. “É uma tecnologia que no Brasil é um tanto insipiente, aqui no Rio Grande do Sul a primeira experiência robótica foi no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, sendo o primeiro sistema implementando em hospital universitário no país”, conta André Berger.

 

O robô, operado por um médico cirurgião contém joy sticks, que dão ao especialista a possibilidade de controlar até oito pinças, simultaneamente, o que seria impossível em uma cirurgia tradicional. “Requer muito treinamento, muita experiência. O serviço que trabalho nos Estados Unidos é o serviço mais conhecido do mundo por inovação em cirurgia robótica urológica e a gente tem a possibilidade de tratar muitos pacientes com o procedimento”.

 

Os benefícios são diversos. Entre eles, o menor risco de erro técnico. E a correção de eventuais tremores que o cirurgião possa ter.

 

“As incisões são menores, os cortes são menores, você consegue enxergar melhor, você consegue ampliar o seu campo de visão porque você magnifica a imagem e passa a ter as três dimensões e os instrumentos do robô promovem uma grande liberdade de movimentos", garante André.

 

A nova tecnologia custa aproximadamente R$ 9 milhões e foi adquirida através de uma parceria com o grupo norte-americano Intuitive, dono da patente. Os médicos do hospital passaram por treinamentos para serem habilitados a operarem através do modo robótico. A expectativa é que em 2018 ele realize entre 100 e 120 procedimentos.