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Atualizado em quarta-feira, 16 de maio de 2018 - 17h04

Governo discute projeto para igualar currículo de escolas

Dentre os objetivos, é que alunos que migrem não sejam prejudicados

O Governo do Rio Grande do Sul busca uniformizar a grade curricular das escolas estaduais e municipais. A proposta é que o referencial seja feito de forma conjunta, inclusive com uma plataforma já disponível para professores também contribuírem. A ideia foi debatida durante evento que discutiu a educação junto a gestores públicos estaduais e municipais, promotores de Justiça e procuradores. A padronização aconteceria de forma gradual. Se aceito, primeiro entraria em vigor no ensino fundamental. Depois, seria repetido no ensino médio para que, em 2020, a uniformidade fosse nos dois níveis. Conforme o secretário estadual de Educação, Ronald Krummenauer, o padrão facilitaria o aprendizado para alunos que mudam de escola e, hoje, veem currículos diferentes.

 

“Pode ser um avanço muito importante principalmente em casos de alunos que são egressos ou mudam de cidade, ou de escola, ou estuda estudo em uma escola do município, depois passa para escolas que pertencem ao estado. Isso serve para ter uma continuidade, porque hoje o grande problema que tem é o final do fundamental e o início do ensino médio pela grande diferença que existem nos diferentes níveis de ensino”.

 

A responsabilidade dos entes permanece. Ensino infantil é papel do município e ensino médio fica a cargo do Governo do Estado. O ensino fundamental, que vai da 1ª a 9ª série, é o mais dividido entre os entes. Há escolas que estão sob a responsabilidade do município e outras sob a tutela do Estado. De acordo com o secretário, a municipalização do ensino fundamental é debatida, porém deve ser construída de forma compartilhada.

 

“Quando nós estamos falando, por exemplo, de um processo eventual de municipalização que muitos estados já tiveram, ou seja que os municípios assumam o fundamental, nós temos que considerar a realidade de cada estado e muitas vezes até a realidade de cada cidade. Por isso, tudo está sendo estudado até esse momento em conjunto, aí de novo entra a questão da parceria, porque a gente não pode achar que uma imposição do Estado poderá refazer uma organização dessas”.

 

De acordo com o secretário, algumas pautas ficarão trancadas em função das eleições, conforme prevê a legislação.