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Atualizado em quarta-feira, 16 de maio de 2018 - 20h10

Hospital da Restinga trocará de gestor e terá 111 leitos

Responsável pela construção e operação até o momento, Moinhos de Vento deixará o comando da unidade, cujo prédio e equipamentos serão doados à Prefeitura
No próximo dia 7, a Prefeitura de Porto Alegre anunciará o novo gestor / Reprodução/ PMPA No próximo dia 7, a Prefeitura de Porto Alegre anunciará o novo gestor Reprodução/ PMPA

Em operação desde julho de 2014, o Hospital da Restinga e Extremo-Sul trocará de gestor nos próximos meses. O HMV (Hospital Moinhos de Vento), que construiu o prédio, adquiriu equipamentos e faz a operação desde então, deixará a gestão em 30 de junho, prazo que poderá ser prorrogado por 90 dias. No próximo dia 7, a Prefeitura de Porto Alegre anunciará o novo gestor, que terá de ampliar o número de leitos dos atuais 62 para 111.

 

A saída do Moinhos se dá após recomendação do Ministério da Saúde, do ano passado, de que os recursos aplicados no SUS por meio das regras de filantropia, alcancem mais regiões do país. No entendimento geral da União, os R$ 20 milhões aplicados anualmente pela instituição privada no Hospital da Restinga beneficiam apenas Porto Alegre. Assim, após o fim do contrato, recursos do HMV serão investidos em outros projetos desenvolvidos com abrangência nacional, como o de incentivo à doação de órgãos e TeleOftalmo.

 

“O mais importante é o compromisso do Hospital Moinhos de Vento de que o Hospital da Restinga não vai parar”, afirma Luis Eduardo Ramos Mariath, gerente do Escritório de Projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, dentro do HMV.

 

Atualmente, a operação tem custo mensal de R$ 4,9 milhões, conta dividida pela instituição privada, pelo Ministério da Saúde e pelo governo do Estado. O novo gestor, que assinará um Termo de Colaboração com a prefeitura, terá que se adequar a um montante entre R$ 2,6 milhões e R$ 3,7 milhões.

 

O secretário municipal da Saúde, Erno Harzheim, explica que o novo contrato prevê uma estrutura com 111 leitos (sendo 10 de UTI e 10 pediátricos). “Serão abertos quatro blocos cirúrgicos e um pronto-atendimento traumatológico, serviços que ainda não estão disponíveis, e haverá aumento de 147% no número de exames”, acrescenta.

 

Na seleção do novo gestor, a Secretaria da Saúde levará em conta a experiência em gestão hospitalar e o preço. De uma forma simples: ganhará a disputa quem comprovar experiência e pedir o menor valor para a operação, além de prever menor tempo de transição da estrutura atual para a que será prevista no novo contrato. A duração do contrato será de cinco anos. Cinco instituições interessadas – três gaúchas e duas paranaenses – visitaram as instalações. No novo contrato, a prefeitura voltará a injetar recursos na operação.

 

O HMV já anunciou que não irá disputar a concorrência. Os 341 funcionários serão desligados e receberão os direitos trabalhistas. Parte do contingente está participando de seleções para outras vagas da instituição ou de outras unidades de saúde. A expectativa, também, é que o novo gestor aproveite parte do pessoal.