Rádio Bandeirantes
Rádio BandNews FM 99.3
Band TV
Terraviva
Tamanho de fonte
Atualizado em segunda-feira, 30 de julho de 2018 - 13h20

Chacina de Viamão foi executada por uma única pessoa

Carlos Gabriel da Rosa já era foragido e a motivação foi vingança

A Polícia Civil esclareceu a chacina acontecida no mês passado, na Vila Augusta, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As sete vítimas foram mortas pela mesma pessoa: Carlos Gabriel Perícolo da Rosa, de 23 anos, conhecido na localidade por ser matador e já era foragido. Ele era o principal executor do grupo que comanda o tráfico.

A maioria das vítimas tinham envolvimento com o tráfico e se conhecia desde a infância. Conforme a Polícia, os assassinatos em série aconteceram como forma de retaliação depois que Carlos recebeu informações vindas de dentro do presídio, algumas distorcidas. Quem explica é a titular da Delegacia de Homicídios de Viamão, Caroline Jacobs.


“Primeiro ele tinha uma informação distorcida de que o chefe do tráfico no local teria sido o responsável mandante pela morte do irmão. Depois, veio uma ordem de dentro do sistema prisional para que a família da mulher dele deixasse a vila e o cunhado dele deixasse de namorar uma das vítimas, inclusive, que era antiga namorada de um indivíduo que está preso”.


Conforme a Polícia, por conhecer muito bem a localidade, Carlos Gabriel executou todas as mortes em um curto espaço de tempo. As primeiras vítimas, duas mulheres e um homem, foram mortas na mesma casa. Uma delas era a esposa do presidiário que teria dados ordens para que Carlos saísse do local. Da residência, o criminoso saiu atrás das outras vítimas, conforme amplia a delegada.


“De lá ele saiu pelos fundos, passa pelo pátio de uma vizinha, desce e encontra a quarta vítima, o Cláudio, que era usuário de drogas, que estava tentando comprar droga no local. Nisso o Carlos Gabriel já segue, encontra a Cíntia junto com o namorado, efetua os disparos contra a Cíntia, não mata o namorado, que é o cunhado. Continua o trajeto por alguns metros, entra na última casa onde ele faz mais duas vítimas, o Franck e a Graziele”.


A delegada ainda destaca que os assassinatos foram consequência de um racha no grupo e não trata-se de disputa entre facções: “É uma rixa interna ali com um “quê” de passionalidade, pois ali é atuação é só deles”.


No dia seguinte ao crime, o corpo de Carlos Gabriel da Rosa foi encontrado sem sinais de violência dentro de um córrego. A perícia vai apontar se a causa da morte foi overdose, já que ele usou grande quantidade de cocaína antes dos crimes ou afogamento. A mãe e a irmã de Carlos saíram Vila Augusta após o fato. A Polícia acredita que estejam em outro Estado. A chacina aconteceu no dia 18 de junho e após o fato, as Polícia Civil e Militar enviaram reforço para o local.