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Atualizado em quinta-feira, 6 de dezembro de 2018 - 11h05

Proibição de câmaras de bronzeamento em Porto Alegre expõe riscos

Proprietários de espaços que usam o equipamento podem ser penalizadas
Bronzeamento artificial causa duas vezes mais câncer do que o sol / Shutterstock Bronzeamento artificial causa duas vezes mais câncer do que o sol Shutterstock

Uma portaria publicada pela Secretaria Municipal de Saúde proibiu o uso de equipamento de bronzeamento artificial com radiação ultravioleta para fins estéticos em Porto Alegre. A medida entrou em vigor no dia 22 de novembro.

 

De acordo com o texto, também foram vetados aluguel, doação e comercialização das câmaras. Em um trecho, é destacado que os responsáveis, proprietários e funcionários que causarem danos à saúde das pessoas que fizeram uso desse tipo de equipamento ficam responsabilizados com base no código penal.

 

Mas quais são os riscos associados à saúde a partir do bronzeamento artificial com radiação ultravioleta? A dermatologista Vanessa Santos Cunha responde.

 

“Essas câmaras de bronzeamento normalmente emitem o Raio UGA, o UGB é o raio que nos deixa vermelho, que é aquele raio mais intenso, como na hora do meio dia. Na câmara de bronzeamento, como a intenção é deixar as pessoas bronzeadas, é mais utilizado o IGA, porém esse é o que está mais associado com determinados tipos de câncer de pele. O principal problema dessas câmeras de bronzeamento é que a gente não sabe a intensidade desse tipo de raio, que é muito mais intensa do que tu se expor naturalmente ao sol”, explica.

 

Esse tipo de restrição não é algo exclusivo de Porto Alegre. A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária já havia dado orientações nesse sentido e em outros países do mundo o uso de câmaras de bronzeamento também é proibido. “A maioria dos estados já se tem essa proibição porque é bem estabelecido o potencial de degeneração para câncer de pele nesse tipo de bronzeamento. A radiação é muito intensa, não tem como ser mensurada, como medir a quantidade de radiação emitida. De uma forma geral, a pessoa quer ficar bronzeada rápida, e aí acaba se expondo a quantidades bem tóxicas de radiação”, afirma.

 

A dermatologista Vanessa Cunha ressalta que uma boa alternativa é o bronzeamento a jato, em que cremes, loções, fazem o processo de oxidação na pele que não é maléfico e dão o aspecto mais bronzeado para a pele.

 

De acordo com a portaria publicada pela Secretaria de Saúde de Porto Alegre, os proprietários dos locais onde forem encontradas as câmaras serão responsáveis pela remoção e transporte do equipamento do local e do descarte das lâmpadas, através de empresa especializada em coleta de resíduos especiais, credenciada na prefeitura.

 

Só é permitido o uso desse tipo de equipamento com emissão de radiações ultravioleta para tratamento médico supervisionado por profissionais habilitados.