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Atualizado em sexta-feira, 11 de janeiro de 2019 - 11h51

Presidente da CNM fala sobre desafios dos municípios em 2019

Situação dos médicos cubanos está praticamente resolvida
Glademir Aroldi falou no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes / Divulgação CNM Glademir Aroldi falou no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes Divulgação CNM

A crise enfrentada pelos municípios em todo o país ganha um novo capítulo a partir da nova gestão no Governo Federal. O presidente Jair Bolsonaro deverá, em breve, ter definições a respeito de medidas solicitadas por parte de prefeitos, representados pela Confederação Nacional dos Municípios. Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o presidente da CNM, Glademir Aroldi falou sobre os desafios a serem enfrentados.

 

O primeiro deles é definir qual área do governo vai atender às demandas, antes ouvidas e recebidas pelo Ministério da Casa Civil: “Eu acredito que seja com a Secretaria de Assuntos Federativos do governo. Essa secretaria hoje está no Ministério Geral do Governo e não na Casa Civil. Então é isso que eu preciso primeiro acertar com o governo, para gente depois começar efetivamente a encaminhar os assuntos, as propostas que são muitas”.

 

Entre as pautas, uma das que mais preocupa é a educação. O FunDEB, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica se encerra a partir do ano que vem. Vem daí, grande parte dos recursos que sustenta as escolas em nível municipal.

 

“O governo está na sua fala tem dito que vai dar uma atenção especial à educação básica. A educação básica é financiada pelo FunDEB, que é o maior fundo deste país, um fundo de R$ 150 bilhões anuis. O governo federal participa com apenas 10% desse valor. É por isso que hoje os estados com dificuldade de pagar o piso dos professores, e os municípios daqui a pouco com dificuldade”.

 

A área da saúde, também apresenta muitas demandas. A crise envolvendo a falta de médicos, em virtude da saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, entretanto, está praticamente contornada, segundo Aroldi.

 

“O Ministério deverá nos próximos dias ter efetivamente esse levantamento e imagina-se que deve ficar aberta umas 800 vagas. O Ministério já está tomando as devidas providencias no sentido de já abrir um novo edital, os médicos formados no exterior poderão participar, daqui a pouco poderão médicos estrangeiros também se habilitarem a essas vagas. Então, eu acredito que vai até o mês de março, mais tardar abril, nós teremos essa situação praticamente resolvida”.

 

Ele afirma que cerca de 800 vagas ainda precisam ser preenchidas em todo o país, para atender, principalmente, localidades mais afastadas dos grandes centros. Justamente nestes locais, onde estão os maiores problemas. Muitos médicos contratados pela prefeitura, fizeram uma migração, aderindo ao Programa Mais Médicos, o que não resolve o problema da falta de profissionais.

 

“Esses municípios menores, em regiões de acesso mais complicado é muito alto o custo para você contratar um médico para a estratégia da Saúde da Família e a contratação dos Mais Médicos é via governo federal. A contratação para a estratégia da Saúde da Família é feita pelo município, e isso dificulta um pouco”.

 

De acordo com dados do órgão, um terço dos municípios brasileiros fechou o ano de 2018 com déficit.