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Atualizado em terça-feira, 12 de fevereiro de 2019 - 17h24

Polícia prende liderança de organização criminosa em Porto Alegre

Outros integrantes da facção, que gerenciavam o tráfico do grupo, também foram capturados
Operação cumpriu 13 mandados de prisões preventivas e 12 mandados de busca e apreensão / Reprodução Band RS Operação cumpriu 13 mandados de prisões preventivas e 12 mandados de busca e apreensão Reprodução Band RS

Gustavo da Silva Deporte, conhecido como "Queimado", um dos lideres de uma das principais facções gaúchas foi preso pela Polícia. Ele tem 44 anos de idade e já havia sido preso no município de Caiobá, no Paraná, no final de 2017. Porém, beneficiado pela progressão de regime, passou a usar tornozeleira eletrônica em fevereiro deste ano.

 

Dentre os antecedentes de Queimado estão homicídio, roubo a estabelecimento bancário, roubo e clonagem de veículos, tráfico de drogas, entre outros.

 

De acordo com o delegado Arthur Raldi, durante as buscas, ele rompeu o equipamento e se escondeu no sótão da casa onde estava.

 

“Depois que nós ingressamos na casa ele rompeu a tornozeleira e mesmo assim nós não estávamos conseguindo localizá-lo e já estávamos por sair da casa mas não desistimos e encontramos ele. Sem dúvida alguma ele romperia aquela tornozeleira mesmo se nós não estivéssemos ali e era questão de tempo até ele fugar e dar continuidade às atividades criminosas da sua quadrilha pois, a partir de então, ele seria o único líder dessa organização criminosa em liberdade novamente”.

 

Outras cinco pessoas também foram presas nesta operação policial. Elas gerenciavam a estrutura de venda de drogas do grupo. Segundo o delegado Artur Raldi, eram gerentes, contadores e um advogado.

 

“As investigações apontam que todas as pessoas presas, cada uma tinha uma função dentro dessa organização criminosa. Alguns traficantes, alguns gerentes do tráfico, alguns que armazenavam e encaminhavam armas, alguns que seriam os contadores. Então nós conseguimos identificar todas essas pessoas, representamos para buscas e prisões que foram prontamente deferidas pelo poder judiciário. O advogado, pelas informações que nós temos, ele tinha um parentesco com um dos alvos, que também foi preso, e também faria o encaminhamento de drogas e armas entre este membro da organização criminosa e outros membros”

 

Outros três alvos das diligências já estavam detidos no sistema prisional gaúcho - dentre eles outra liderança da facção, Junior Perneta, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

Ao todo foram cumpridos 13 mandados de prisões preventivas e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Alvorada e Gravataí.