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Atualizado em terça-feira, 12 de fevereiro de 2019 - 18h01

Boatos sobre a Barragem de Finos, no RS, assustam população vizinha

Autoridades garantem que os rejeitos de carvão armazenados no local não apresentam riscos para os moradores próximos à estrutura

O rompimento da barragem localizada na cidade mineira de Brumadinho, no último dia 25, provocou a tensão das pessoas próximas a estruturas do tipo em todo o país. Esse receio provocou, também, o crescimento exponencial da circulação de informações falsas a respeito dos espaços.

 

A Barragem de Finos, que fica no município de Butiá, na Região Central do Rio Grande do Sul, foi um dos principais alvos de rumores. O local armazena rejeitos de carvão, e é avaliado com o mesmo grau de risco de ruptura do que a unidade que protagonizou a tragédia em Minas Gerais.

 

Vídeos e textos circulam nas redes sociais alertando a população a respeito do suposto risco iminente. Entretanto, o prefeito da cidade, Daniel Almeida, afirma que o local foi alvo de uma vistoria ainda no mês de dezembro. Além disso, o tipo de material represado no local não apresentaria riscos à população vizinha.

 

“A capacidade que ela vai chegar se, por ventura, romper a barragem é de 150 metros de distância e o bairro mais próximo está a 1,1 km da barragem. Tem uma cava de mineração logo após a barragem, o que consumiria todo o rejeito. E também, por orientação do Ministério Público Federal lá de 2016, eles estão fazendo uma serie de adequações na barragem, depois do episódio de Mariana”.

 

O bairro mais próximo do local fica há um quilômetro de distância da barragem. Além dos procedimentos de segurança atuais, que incluem um treinamento realizado há poucos meses, um dique está sendo construído para tranquilizar os moradores de Butiá.

 

Dois milhões de metros cúbicos de minério já sedimentado - ou seja, sólido - estão armazenados no local. Ainda de acordo com o prefeito Daniel Almeida, uma audiência pública entre representantes da gestão, da empresa responsável pela administração da estrutura e a população deve ser realizada nos próximos dias.

 

“O risco de romper ninguém pode dizer que não tem o risco de romper. Tem risco de atingir o bairro? Não tem risco porque o volume, a velocidade e a distância percorrida não chegam até o bairro. É claro que algumas pessoas ficam preocupadas porque conhecem a tragédia de Brumadinho. Mas o rejeito é diferente do rejeito de Brumadinho porque lá é um rejeito de minério de ferro e aqui é de carvão, ele se solidifica”.

 

Um simulado de emergência foi realizado na barragem no dia 27 de dezembro. Na oportunidade, os trabalhadores foram orientados quanto à evacuação e deslocamento aos pontos de acionamento das sirenes de emergência.