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Atualizado em quarta-feira, 22 de julho de 2020 - 11h08

Operação investiga desvio de repasse da prefeitura de Taubaté para plano de saúde de servidores

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação Corpore Sano, que investiga possível desvio dos repasses efetuados pela prefeitura ao Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal, para o custeio dos planos de saúde dos servidores. O desvio apurado é de mais de R$ 2 milhões.

 

A ação conta com promotores de Justiça, servidores do Ministério Público do Estado de São Paulo e policiais militares do 3º BAEP.

 

Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Taubaté, Caçapava e Ubatuba. Entre os alvos estão as sedes da Câmara Municipal de Taubaté, do Sindicato investigado e empresas que participariam do esquema.

 

Há suspeitas de que um vereador de Taubaté seja o responsável pelo esquema criminoso. Estão sendo investigados os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, dentre outros.

 

Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Em relação aos repasses, a prefeitura cumpre as determinações da lei municipal.

 

A Câmara Municipal de Taubaté informou em nota que está colaborando com as investigações, fornecendo informações e documentos solicitados pelo Ministério Público.

 

Acionamos a Câmara de Taubaté, Sindicato dos Servidores Públicos e assessoria do suposto vereador investigado, mas ainda não obtivemos retorno.

 

A operação é resultado de uma investigação iniciada em 2016. O sindicato passou a solicitar e a prefeitura a repassar valores superiores aos necessários para custeio dos planos de saúde dos servidores municipais. Após ingressarem na conta do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté, os valores teriam sido desviados para a titularidade de uma empresa com o pretexto de prestação de serviços de gestão dos contratos de planos de saúde intermediados pelo sindicato. Segundo apurações do MP, somente entre janeiro de 2016 e outubro de 2019, a empresa teria recebido quantia superior a R$ 2 milhões.

 

Foi identificado durante as investigações que os valores dos aportes realizados pela prefeitura para o custeio dos planos de saúde eram solicitados em valor superior pelo sindicato, muito mais do que o necessário ao pagamento. E assim, a empresa investigada recebia dinheiro público.

 

O Ministério Público também apurou que a possível existência de negócios financeiros pessoais entre uma sócia da empresa investigada com pessoas ligadas ao sindicato.