Dicas para desempregados em tempos de crise

Recursos do FGTS e multa de rescisão podem ser usados para bancar despesas indispensáveis, aconselha especialista

No ano de 2015, em que as demissões superaram as contratações em 1,54 milhão de vagas formais, muitas pessoas ficaram sem emprego, situação nada confortável em tempos de crise financeira como a que o Brasil vem enfrentando. 

Algumas dicas podem ser preciosas no momento em que os gastos precisam ser enxugados até o seu máximo. O educador financeiro Rafael Seabra aconselha, por exemplo, a utilizar os recursos do FGTS e da multa da rescisão como fundo de emergência para bancar as despesas mensais. 

Reduzir despesas é uma obrigação, algo que pode começar com o corte de consumos dispensáveis – ainda que temporariamente, como TV a cabo - além de mudar hábitos com custos, como idas ao shopping e a utilização do cartão de crédito, que deve ser guardado na gaveta até o novo emprego aparecer.

Mesmo sendo o consumo uma grande tentação, Seabra destaca que duas atitudes não devem ser tomadas em hipótese nenhuma durante o desemprego: não contrair novas dívidas e não gastar mais do que estiver ganhando, seja por meio do seguro-desemprego ou de uma reserva financeira.

Enquanto o novo emprego não aparece, o especialista aconselha as pessoas a correrem atrás de uma fonte de renda emergencial. “Em momentos de desemprego, algumas pessoas se desesperam e não enxergam as oportunidades. A melhor forma de obter uma renda extra é utilizar conhecimento adquirido, técnico ou intelectual, para ajudar pessoas e consequentemente ser recompensado por isso. Pode ser desde a execução de algum serviço específico ou até uma consultoria, por exemplo.”

Durante a fase do desemprego, nem que para isso utilize um pouco do FGTS, é importante investir em conhecimento e capacitação, aproveitar a disponibilidade de tempo de uma forma produtiva. Seabra enfatiza que capacitar-se é uma excelente forma de diminuir o tempo de recolocação. Portanto, fazer algum curso focado na área de atuação ou colocar em prática um projeto que sempre quis, mas que nunca teve tempo, são atitudes positivas.

Agora, se o desemprego ainda não chegou, mas as chances são grandes, o especialista destaca como essencial montar um fundo de emergência para se precaver de imprevistos financeiros, que não necessariamente é a falta de emprego, mas uma despesa médica inesperada, por exemplo. Ele indica acumular um montante equivalente a, pelo menos, três vezes da despesa mensal - isto é, se a pessoa gasta R$ 2 mil por mês, é necessário acumular pelo menos R$ 6 mil - para ter tranquilidade financeira em caso de qualquer imprevisto.

Administrar bem as finanças em momentos de crise econômica é fundamental para desempregados e empregados, afinal o rendimento da população em geral vem diminuindo com a inflação tão alta. Dessa forma, de acordo com Seabra, todos devem rever seus gastos. 

“Muitas vezes é possível diminuir um pouco o padrão de vida sem comprometer a qualidade de vida. Boa parte dos gastos dos brasileiros vem de dívidas, sobretudo com automóveis e cartões de crédito. Em outras palavras, bens de consumo. Controlar o consumismo é essencial para controlar gastos”, pontua.

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