Saiba onde investir em meio ao caos político

Momento atual exige cautela na hora de escolher investimento; quem busca proteção deve priorizar aplicações de renda fixa pós-fixadas

O aprofundamento da crise política trouxe mais incertezas sobre os rumos da economia. Nesse contexto, segundo especialistas, o pequeno investidor deve manter uma posição conservadora. A recomendação é buscar proteção na renda fixa e se afastar de investimentos de risco, como Bolsa e fundos cambiais. 

“O cenário é realmente incerto. O ideal hoje é continuar com investimentos conservadores”, afirma Thiago Tregier, gestor de Investimentos da Concórdia Corretora. 

Segundo o especialista, a recente disparada da alta da Bolsa reflete expectativas do mercado de que aumentaram as chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Tregier afirma ainda que, de qualquer forma, a economia não vai mudar da noite para o dia. “O risco de investir na Bolsa hoje é alto. É melhor esperar uma definição política e olhar qual será o rumo da economia”, diz. 

O educador financeiro Rafael Seabra afirma que o comportamento recente da Bolsa e câmbio é meramente especulativo. O mercado vê a permanência do governo como algo ruim e se antecipa a partir de qualquer noticia que venha a direcionar uma mudança. “As pessoas que quiserem entrar na Bolsa precisam ter muito conhecimento técnico ou estar confiante de que essa mudança vai acontecer”, comenta Seabra. 

Para quem busca segurança, a melhor opção são os investimentos em renda fixa, como o Tesouro Direto, as letras de crédito LCI e LCA e CDB’s. Essas aplicações têm basicamente dois tipos de remuneração: prefixada, que paga uma determinada taxa de juro, conhecida na hora da aplicação; e pós-fixada, atrelada a um indexador, como a taxa Selic ou a taxa DI. 

Onde investir em meio ao caos político

Isso significa que o comportamento da Selic será fundamental na tomada de decisão do investidor. Para os especialistas, como a atual turbulência política trouxe dúvidas sobre os rumos da política monetária, o investimento de menor risco no momento são os pós-fixados, como o título Tesouro Selic, de curto prazo. “Se houver uma troca de governo, não sabemos qual será a nova política econômica, que pode ir no sentido contrário da atual”, afirma Amerson Magalhães, diretor da Easynvest. 

Magalhães explica que se a tendência for de queda de juros os prefixados são mais vantajosos, já que eles oferecem hoje uma taxa de juro em linha com a Selic. “Mas caso um novo governo eleve a taxa de juros, se você resolver resgatar, vai ter um desconto em relação à nova taxa do mercado. O investidor pode até resgatar um valor menor que o da aplicação inicial. E hoje não há nenhuma garantia do que vai acontecer”, afirma. 

Seabra afirma que os investimentos atrelados à Selic são os mais seguros encontrados no mercado, independentemente do cenário político. Na sua avaliação, no longo prazo, uma opção são títulos que remuneram com uma taxa pré-fixa e mais a inflação, como o Tesouro IPCA. “Ele tem caráter misto, é meio pré e meio pós-fixado. Como remunera também pelo IPCA, vai garantir o seu o poder de compra. É um título excelente para o longo prazo. Mas oferece riscos para resgates fora do prazo”, diz o educador financeiro.

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