Seja dono de uma empresa antes dos 25 anos

Para ser um bom empreendedor, é necessário manter contato com profissionais do mercado e frequentar cursos na área

Sair da faculdade e abrir uma empresa antes dos 25 anos é um desafio e tanto, mas pode render bons lucros para quem se arrisca. No Brasil, segundo levantamento do Sebrae, dos 27 milhões de empreendedores ao menos 3,7 milhões têm até 24 anos.

Para quem pensa em se aventurar no ramo dos negócios, é necessário combinar três aspectos: formação (cursos e leitura), afinidade com o setor e contatos com os outros empreendedores.

Segundo o consultor do Sebrae Renato Fonseca, o jovem empresário deve procurar um tutor (tipo de conselheiro), além de conversar com aqueles que obtiveram resultado positivo e também negativo.

É importante, antes da abertura da empresa, passar por um período de testes, que passa pela produção de um protótipo e atendimento ao cliente. A partir desta análise será possível definir se o projeto é mesmo consistente. 

"Quando ele (empresário) estiver bem encaminhado e seguro terá condição de desenvolver o projeto", segundo o consultor Renato Fonseca.

Riscos

Mas se engana quem pensa que não correrá riscos administrando a própria empresa. Fonseca, do Sebrae, explica que saber arriscar e aprender com os erros é essencial: "Se o projeto não vingar, ele (empresário) deve saber onde errou, aprender e recomeçar."

Para isso, é importante manter contato com profissionais do mercado, frequentar eventos, cursos e palestras do setor para trocar informações e se atualizar.

Rendimentos

A renda mensal obtida por metade dos empreendedores dessa faixa etária chega a, no máximo, três salários mínimos ou R$ 1,866 mil. Um terço deles fatura entre três e seis salários mínimos e menos de 15% tira mais de seis salários mínimos por mês com o próprio empresa, de acordo com o Sebrae.

O consultor Reinaldo Miguel Messias afirma que o futuro empresário deve pensar além do dinheiro. "A gente se esforça o tempo todo. Empreendedor trabalha mais do que os funcionários".

Messias alerta que as empresas que obtêm mais lucro geralmente têm mais de cinco anos, "mas um fato é que, a maioria, tem muito mais dinheiro hoje do que quando começaram."

O sonho virou realidade

Marina Gheler, designer de joias, ao invés de fazer carreira em uma grande empresa, resolveu seguir sua intuição e abriu um loja de acessórios.

A empresária conta que vendia bijouterias desde os 15 anos. “Eu montava brechós com as minhas amigas, fazia loja na calçada.”

A jovem disse que não tinha dinheiro suficiente pra comprar peças em grande quantidade. “Foi quando resolvi, com apenas R$ 100, adquirir algumas peças em diferentes lojas. Desmontei bijouterias e criei novos modelos."

Tudo começou com a venda de 30 brincos de porta em porta. “Abri minha loja com 22 anos”, revela. Seis anos depois, são mais de 10 mil em estoque e quatro lojas. Em 2012, a marca do Vale do Parnaíba virou empresa franqueadora e chegou a São Paulo.

Até a empresa se firmar no mercado, Marina formou um grupo de colaboradores, entre representantes comerciais e designers, que ajudam nas novas coleções. 

Mas a jovem continua desenhando e apostando na criação de modelos com pequenas peças. “O meu objetivo é tratar semi-joia em joia, trazendo trazendo camadas de ouros e nobres para durar por muito tempo. Esse é meu proposito.”

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