"Brasil não se divide em direita e esquerda", afirma ex-ministro Aldo Rebelo

Para possível pré-candidato à República, falsa divisão reduz debate de assuntos importantes no país

Possível pré-candidato à Presidência da República, o ex-ministro Aldo Rebelo (PSB-SP) afirmou que não acredita na “divisão” política do país. Para ele, esse termo "reduz o debate". "O Brasil não se divide em direita e esquerda. Devemos focar nas questões mais importantes no momento: a retomada de crescimento do país e a redução da desigualdade social", disse ao Canal Livre desse domingo (14).

Ele foi entrevistado por Sérgio Gabriel, Fernando Mitre, Julia Duailibi e Rafael Colombo.

Na primeira parte do programa, a mais longa, os apresentadores questionaram sobre as alianças políticas do atual partido, o PSB. Aldo esclareceu questões envolvendo o nome forte do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, como possível pré-candidato do partido. "Essa hipótese só pode ser discutida a partir do momento em que ocorra uma filiação e não foi o que aconteceu".

Em seguida, o ex-ministro disse que quando ofereceu a carta ao PSB, com seu nome para ser pré-candidato, ele quis dar uma "opção" à legenda e não uma "exclusividade". 

Para Aldo, o partido é capaz de oferecer uma candidatura própria: "O PSB tem condições de oferecer um caminho, uma agenda para o Brasil".

Além disso, a bancada comentou sobre a economia do país; Reforma da Previdência; Copa de 2014 e crise política. 

"Bolsonaro é tranquilo"



Como Aldo já foi ministro da Defesa, os apresentadores perguntaram ao político sobre a relação com o possível pré-candidato Jair Bolsonaro (PSC-RJ). "A melhor forma de conhecer o pensamento dele, é convivendo com ele", disse. "Nunca tive uma conversa exaltada. Bolsonaro é tranquilo".

Para o ex-ministro, Bolsonaro é "mais conhecido pelos projetos que é contra do que as agendas que defende".

Ainda no segundo bloco, a bancada também discutiu sobre segurança pública e discriminação das drogas. 

"Não sou especialista no assunto, mas quando participava do movimento estudantil, não permitia que ninguém fumasse lá, mas também nunca discriminei quem fumava. Ser chamado de comunista tudo bem, mas de comunista e maconheiro não dá", brincou. Para ele, é necessário debater o assunto com especialistas.

"Lula é nome forte"

A última parte do Canal Livre focou na possível participação de Lula nas eleições, ainda indefinida. Para o ex-ministro, o PT está no direito de defendê-lo. "Com ou sem ele [Lula], os dois cenários serão completamente diferentes e imprevisíveis", disse.

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