Marina diz que concordaria em consultar a população sobre aborto

Candidata se disse favorável à manutenção da regra atual, mas afirmou que faria consulta sobre a descriminalização do ato

A candidata da Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira, 9, no debate entre os presidenciáveis realizado pela Band, que, caso houvesse demanda pela descriminalização do aborto, aceitaria consultar a população brasileira por meio de um plebiscito, apesar de se dizer favorável à regra vigente, que trata como crime o ato.

Ao comentar a resposta de Guilherme Boulos (PSOL) à pergunta feita pela jornalista da Band Lana Canepa sobre a descriminalização do aborto, na qual o candidato se disse favorável à regulamentação do ato, Marina disse que o tema é complexo e depende de profunda análise em diversas áreas, como filosofia, saúde, ética, etc.

A presidenciável, então, defendeu a manutenção da criminalização, mas se mostrou disposta a realizar um plebiscito para consultar a população sobre o assunto.

“O que nós queremos é que nenhuma mulher tenha que fazer aborto, porque isso não pode ser advogado como um método contraceptivo. O que nós queremos é planejamento familiar, educação, para que nenhuma mulher tenha que lançar mão de uma forma tão extrema que não é desejada”, afirmou Marina. “Eu defendo a forma que está prevista na lei, mas, se tiver que ampliar, eu defendo que seja feito um plebiscito consultando o conjunto da população brasileira (sobre o assunto)”, complementou.

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