Reformas estão prontas para serem apresentadas em janeiro, diz Bolsonaro

Candidato à Presidência do PSL reiterou ser contrário à privatização do setor elétrico; declarações recuaram a bolsa

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse já ter propostas de reformas para serem apresentadas em janeiro, inclusive para uma reforma tributária, caso seja eleito presidente, e afirmou que seu eventual governo vai buscar um "dólar compatível" e a menor taxa de juros possível.

"As reformas que têm que ser feitas, tributária e etc, está praticamente tudo pronto, está quase tudo com sinal verde, e uma vez a gente chegando, se elegendo, apresenta em janeiro essas propostas", disse Bolsonaro em entrevista à TV Record reproduzida na conta oficial de Twitter do candidato, na noite de quarta-feira, 10.

"Não aumentaremos mais imposto, até porque ninguém tem como pagar mais imposto no Brasil. A ideia é desburocratizar e desregulamentar muita coisa", acrescentou.

Bolsonaro reiterou ser contrário a privatizações no setor elétrico, assim como gostaria de manter a estatal o "miolo" da Petrobras.
As ações da Eletrobras sofreram uma queda acentuada na bolsa devido as declarações do candidato sobre ser contrário à privatização de ativos na área de geração de energia elétrica.

"Privatizar alguma coisa, não é tudo, vamos preservar aqui o setor elétrico, Furnas, Banco do Brasil e Caixa Econômica", disse. "A Petrobras eu acho que tem que ser preservada o miolo dela. A questão de refinaria, refino, acho que você pode partir paulatinamente para privatizações", completou.

O candidato do PSL afirmou ter estabelecido algumas metas econômicas a serem buscadas pelo ministro da Fazenda de seu eventual governo, o economista Paulo Guedes, entre elas "um dólar compatível, uma taxa de juros menor possível e buscar uma maneira de pagar a dívida interna".

Bolsonaro também comentou a proposta de pagar um 13º salário aos beneficiários do programa Bolsa Família. Segundo o candidato, os recursos para isso sairão do combate a fraudes no próprio programa.

"Nós gastamos aproximadamente R$ 30 bilhões por ano com o Bolsa Família, acho que 7, 8 bilhões é fraude, dá para você combater e pagar o 13º", disse ao acrescentar: "ninguém pode pensar em acabar com o Bolsa Família, seria um ato de desumanidade".

Bolsonaro confirmou, ainda, a liberação dos médicos na próxima semana para participar de eventos de campanha. O concorrente de Fernando Haddad (PT) estará disponível para comparecer a dois debates com seu adversário no segundo turno.

O candidato do PSL permanece com restrições impostas pelos médicos após passar por duas cirurgias e permanecer hospitalizado por 23 dias em consequência de uma facada sofrida durante ato de campanha, no mês passado, em Juiz de Fora (MG).

"Quinta-feira que vem [dia 18 de outubro] vou a São Paulo e eles, com toda certeza, me liberam. Estaria disponível a participar de dois debates com o senhor Haddad, então é motivo de satisfação enfrentar o pau mandado de Lula e ter como mostrar para a população onde o PT chegará caso consiga o poder novamente".

Bolsonaro vai enfrentar o candidato do PT no segundo turno, no dia 28 de outubro, após ter sido o mais votado no primeiro, com 46% dos votos, enquanto Haddad ficou em segundo, com 29%.

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