Britânica pode ter participado de atentado

A mulher é viúva de um dos autores dos ataques de Londres em 2005, que mataram 52 pessoas

O Quênia sugeriu nesta terça-feira a presença entre os criminosos que atacaram o centro comercial de Nairóbi da britânica Samantha Lewthwaite, de 29 anos, filha de um militar e viúva de um dos autores dos atentados de Londres em 2005.

A ministra das Relações Exteriores queniana, Amina Mohamed, declarou à rede pública americana PBS que uma mulher britânica fazia parte do grupo de criminosos que matou 62 pessoas, junto a dois ou três americanos.

"E acredito que fez isso outras vezes", disse sem mencionar seu nome e contradizendo seu colega do ministério do Interior, Joseph Ole Lenku, que havia afirmado que os atacantes eram todos homens, embora alguns tenham se disfarçado de mulher.

O governo britânico se negou a especular sobre a presença de um de seus cidadãos entre os islamitas.

Lewthwaite, uma muçulmana convertida, era casada com Germaine Lindsay, um dos quatro suicidas que realizaram os atentados contra o transporte público de Londres em julho de 2005, matando 52 pessoas. Desde então é conhecida como "a viúva branca".

Mãe de três filhos, que viveria no leste da África, é procurada pela polícia queniana por seu suposto envolvimento em planos terroristas.

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Filha de um soldado britânico, Lewthwaite se disse horrorizada quando seu marido, nascido na Jamaica, detonou a mochila cheia de explosivos que carregava e matou 26 pessoas em um vagão do metrô de Londres no dia 7 de julho de 2005. Naquele momento estava grávida de seu segundo filho.

"Condeno totalmente e estou horrorizada pelas atrocidades ocorridas em Londres", afirmou, descrevendo seu marido como "um marido bom e carinhoso, que não deu nenhum sinal de ir cometer este crime atroz". Lewthwaite conheceu Lindsay em um fórum de internet quando tinha 17 anos, dois anos depois de se converter ao Islã.

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Descrita como alegre, seus amigos de escola disseram que teve uma adolescência comum em Aylesbury, a noroeste de Londres. "Era uma jovem britânica média", explicou Raj Khan, um vereador que conhecia a família. "Não era muito segura", ressaltou.

Pouco se sabe sobre o que ocorreu nos anos posteriores aos atentados, mas acredita-se que esteja há dois anos no leste da África e que as autoridades quenianas a acusam de planejar atacar alvos ocidentais.

A polícia queniana afirma que viaja com um passaporte falso sul-africano sob o nome de Natalie Faye Webb, acompanhada de seus três filhos, uma menina e dois meninos que agora devem ter entre sete e 12 anos.

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As autoridades sul-africanas disseram que estão investigando a suposta falsificação do passaporte.

Raffaello Pantucci, um especialista em terrorismo do Royal United Services Institute, disse que Lewthwaite adquiriu um "status semimítico". "Não acredito que tenhamos nenhuma evidência de que esteja envolvida neste incidente", explicou.

"Mas não é surpreendente que seja mencionada neste contexto por suas conexões", afirmou. O jornal de Nairóbi Daily Nation citou especialistas de segurança para afirmar que os islamitas da costa queniana a chamam de "Dada Muzungu" - "irmã branca em suaíli - e que conseguiu escapar de uma operação policial em Mombaça em janeiro de 2012.

Veja a galeria de fotos do atentado no Quênia:

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