Contra aquecimento, brasileira expõe mil esculturas de gelo na Alemanha

esculturas foram usadas pelo brasileiro Nele Azevedo.

Mil esculturas de gelo feitas pela artista brasileira Nele Azevedo começaram a derreter nas escadarias do Concert Hall, em Berlim, na Alemanha, nesta quarta-feira.

Patrocinado pela ONG Fundo Mundial para a Natureza, a WWF, o evento visa chamar a atenção do mundo para o derretimento das calotas polares em razão do aquecimento global.

De acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira pela WWF, quase 25% da população mundial está ameaçada pelas inundações em consequência do degelo do Ártico.

Em 2100, o nível dos oceanos terá aumentado mais de um metro, colocando em risco as populações que vivem em regiões litorâneas, alerta a ONG no estudo publicado à margem da conferência sobre o clima que acontece em Genebra até 4 de setembro.

“Atualmente, o Ártico aquece duas vezes mais rápido do que a Terra, o que constitui uma ameaça atodo o planeta”, disse o chefe de política climática do WWF Suíça, Patrick Hofstetter, citado no comunicado.

À medida que a extensão do gelo diminui e que a superfície dos oceanos aumenta, a quantidade de energia solar absorvida também aumenta. “Isso faz com que as temperaturas subam mais ainda”, afirma o estudo.

O aquecimento climático libera, além disso, grande quantidades de metano, gás do efeito estufa, na região polar, acelarando o degelo nas zonas árticas.

“É preciso que os países industrializados reduzam em pelo menos 40% de suas emissões de CO2 até 2020”, enfatizou Hofstetter.

Em dezembro, líderes de diversos países devem assinar um acordo na cidade de Copenhague, na Dinamarca, para suceder o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.

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