Vereadores pedem fim de ruas sem saída

Eles cobram explicações da prefeitura e dizem que problema acontece há anos, por toda cidade

Ruas sem saída e interrompidas por praças e estabelecimentos comerciais ou públicos são comuns em Curitiba. A reabertura de muitas delas poderia melhorar a mobilidade, desafogando trechos hoje congestionados. Esta é a opinião dos vereadores, que cobram explicações da prefeitura sobre o fechamento das vias.

Avenida Sete de Setembro, no Alto da XV; Dom Pedro I, no Batel; Paraguassu e Doutor Gulin, no Alto da Glória; Herval, Camões e Presidente Beaurepaire Rohan, no Cristo Rei, estão entre os questionamentos.

“Queremos esclarecer porque essas e outras ruas estão fechadas. Como uma cidade com problema de trânsito se dá ao luxo de fechar rua? Quem é o ‘tranca-rua’ da prefeitura”, questiona o vereador Algaci Túlio (PMDB). Segundo o vereador Jair Cézar (PSDB), a Comissão de Serviços Públicos, da qual faz parte, “tem recebido muitas reclamações”.

“O problema está por toda a cidade, com ruas fechadas que contribuem para a formação de congestionamentos. Muitas foram fechadas há 30 anos visando atender interesses particulares. Uma cidade se faz com ruas e travessas, e não com obstáculos”, critica.

Falta levantamento

A prefeitura não sabe quantas são as ruas interrompidas ou sem saída, segundo o superintendente de Projetos da secretaria de Urbanismo, Roberto Marangon. “Não tem levantamento porque há muitas ruas interrompidas oriundas de loteamentos aprovados no município em épocas diferentes e projetos de rua que tinha continuidade e foram abandonados”, explica.

No entanto, ele reconhece que “há muitas ruas interrompidas”, mas argumenta que “não existe interesse na sua continuidade porque elas não fazem ligações importantes”. Segundo Marangon, as ruas são abertas quanto trazem benefícios em termos de ligação viária, como no caso da rua Teffé, para a construção do Anel Viário Central, e na pracinha do Batel, que, inclusive, motivou muitos protestos da população.

“Temos que pensar no interesse da maioria, em detrimento do particular”. A opinião é compartilhada pelo vereador Cézar. “Uma praça em um bairro é para criar bem estar aos moradores vizinhos, mas a rua é da cidade”, diz. Quando é detectada a necessidade de abrir uma rua, a prefeitura faz o projeto e, se o terreno for público, dispõe daquela área. Se for particular, é preciso desapropriação ou doação pelo proprietário.

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