SP: alunos de medicina terão que fazer prova

Avaliação aplicada pelo Cremesp será obrigatória; primeira edição do teste será realizada em novembro

Os alunos que cursam o último ano de medicina no Estado de São Paulo terão que realizar uma prova a partir deste ano para poderem exercer a profissão.

A avaliação é obrigatória e será aplicada anualmente pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). A reprovação no exame não trará nenhuma consequência. Mesmo que tire zero, o aluno poderá se formar e exercer a profissão.

A primeira edição  da prova deve acontecer no dia 11 de novembro. A nota de cada aluno será confidencial.

De acordo com o Cremesp, o objetivo da nova avaliação é combater a queda acentuada na qualidade do ensino médico em decorrência da abertura de novas faculdades no país.

Há sete anos, o órgão aplica uma prova opcional para os formandos de medicina. Mas apenas 15% deles realizaram o exame. Dos 4,8 mil alunos que já participaram dos testes, 46,7% foram reprovados.

Para que os formandos de medicina reprovados no exame do Cremesp sejam impedidos de exercer a profissão, será necessária a aprovação de  um projeto de lei  que tramita no Senado para instituir o Exame Nacional de Proficiência em Medicina como requisito legal para o exercício da profissão no país.

A expectativa é de que 2,4 mil alunos façam o exame neste ano. O teste é composto por duas fases, cada uma com 120 questões distribuídas por nove áreas.

As inscrições começam em outubro. Para ser aprovado, é necessário acertar ao menos 60% da prova.

Os alunos que concluírem a faculdade no meio do ano poderão receber o registro profissional após assinarem um termo se comprometendo a fazer a próxima edição do teste.

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