Universidade: 73% estudam na rede particular

Até o ensino médio, entretanto, o ensino público foi responsável pelo atendimento da maioria dos estudantes; veja os números

A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), revelou que 73,2% dos estudantes universitários do país estudavam na rede particular de ensino em 2011. O número é um pouco menor em comparação ao ano de 2009 (76,7%). Ao todo, o Brasil tem 6,6 milhões de alunos no ensino superior. 

A rede pública é responsável por apenas 26,8% dos alunos que cursam a faculdade no país. Até o ensino médio, entretanto, o rede pública foi responsável pelo atendimento da maioria dos estudantes. No nível do maternal e jardim de infância etc, 73,5% dos alunos ingressaram na escola pública. Índice que cresce ainda mais entre o ensino fundamental e médio, com mais de 87%.


Cotas

A presidente Dilma Rousseff sancionou, em agosto, uma lei que pretende mudar a situação do ensino superior do país: a Lei das Cotas social e racial nas universidades federais. A legislação reserva metade das vagas nas universidades federais a estudantes de escolas públicas e dá preferência a negros, mulatos e indígenas.  

Saiba mais sobre cotas raciais e sociais

A lei foi aprovada no Senado após 13 anos de debates e sancionada pela presidente na presença dos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Igualdade Racial, Luiza Bairros, informou a assessoria de comunicação da Presidência.

Taxa de escolarização

A taxa de escolarização das crianças de 6 a 14 anos de idade foi de 98,2% em 2011, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação a 2009. Para os jovens de 15 a 17 anos de idade, o percentual dos que frequentavam escola foi de 83,7% em 2011, proporção inferior à observada em 2009, quando foi de 85,2%.

A análise da escolarização, segundo as classes de rendimento mensal domiciliar per capita, mostrou que, das crianças de 6 a 14 anos de idade que residiam em domicílios sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita inferior a um quarto do salário mínimo, 97,4% frequentavam a escola. Esse percentual crescia com o aumento do rendimento. Os domicílios com rendimento domiciliar per capita de 1 salário mínimo ou mais apresentaram 99,2% das crianças de 6 a 14 anos de idade frequentando a escola.

A taxa de escolarização das crianças de 4 ou 5 anos de idade foi de 77,4%, mas, para aquelas que residiam em domicílios sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita inferior a um quarto do salário mínimo, esse percentual baixava para 69,1%. Já aquelas que residiam em domicílios com rendimento de 1 salário mínimo ou mais atingiram o maior percentual, de 88,9%.


Mulheres estudam mais

A pesquisa do IBGE também revelou que as mulheres estudam mais tempo que os homens. Elas têm, em média, 7,5 anos de estudo, enquanto eles têm 7,1 anos de estudo. A média geral ficou em 7,3 anos de estudos.

Em todos os grupos etários, com exceção do grupo de 60 anos ou mais de idade, a média de anos de estudo das mulheres foi superior a dos homens. A maior média foi a do grupo etário de 20 a 24 anos (9,8 anos), sendo de 10,2 anos de estudo na parcela feminina e de 9,3 anos na masculina.

Aproximadamente, 58,5 milhões de pessoas tinham pelo menos 11 anos de estudo. Por outro lado, 19,2 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade, o equivalente a 11,5%, eram sem instrução e tinham menos de 1 ano de estudo. Na Região Nordeste, o percentual de pessoas com 11 anos ou mais de estudo foi de 27,2%, enquanto que na Região Sudeste, a proporção alcançou os 40,4%.

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