Aumenta número de trabalhadores com carteira

Região Centro-Oeste apresentou o maior crescimento no índice de empregados com carteira assinada

O número de trabalhadores que conquistaram uma ocupação com carteira assinada no setor privado cresceu em 2011. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), o número de empregados com carteira assinada pulou de 30,3 milhões em 2009 para 33,9 milhões em 2011, ou seja, um aumento de 11,8%. 


Em todas as regiões foi registrado um aumento do emprego com carteira de trabalho assinada no setor privado. As regiões Centro-Oeste (19,2%), Sul (13,9%) e Nordeste (13,3%) apresentaram os maiores percentuais.

Carteira de trabalho - Pnad
Reprodução/IBGE

Nas regiões Sudeste e Sul, a proporção de trabalhadores com carteira de trabalho assinada entre os empregados do setor privado ultrapassou 80%. Entretanto, nas regiões Norte e Nordeste, era inferior a 60%.

Segundo o IBGE, havia no mercado de trabalho, em 2011, cerca de 56,7 milhões de empregados (exclusive trabalhadores domésticos). A análise da distribuição desta forma de inserção mostrou que 80,2% deles estavam alocados no setor privado e 19,8%, no público.

Ocupação

O nível de ocupação dos brasileiros caiu 1,2%, segundo dados da Pnad. De acordo com o levantamento, o número passou de 62,9%, em 2009, para 61,7%, em 2011. O índice leva em consideração a proporção de pessoas ocupadas na população em idade ativa. 

Em 2011, o contingente de pessoas de 15 anos ou mais de idade (população em idade ativa) foi estimado em 149,8 milhões. Desse contingente, aproximadamente 99,1 milhões faziam parte da força de trabalho. A proporção de pessoas em idade ativa que estava na força de trabalho - taxa de atividade - foi estimada em 66,2%, apontando, assim, para a uma redução em relação a 2009 (68,6%).

Em todas as cinco grandes regiões, foi verificada uma redução similar, sobretudo na região Nordeste, onde o recuo foi de 3,3 pontos percentuais (de 66,2% para 62,9%, de 2009 para 2011).

Entre os trabalhadores, dados do Pnad revelam que havia 92,5 milhões em 2011. Esta estimativa sinalizou um acréscimo de 1 milhão de pessoas em relação a 2009, ou seja, 1,1%.

Na região Norte, a população ocupada cresceu acima das demais regiões (3,7%), enquanto, na região Nordeste, foi verificada uma redução de 0,9%. No Sudeste, onde estavam concentrados cerca de 43% dos trabalhadores do país, houve alta de 1,6% na população ocupada.

Dessa forma, percebe-se que o crescimento da população ocupada foi inferior ao da população em idade ativa, o que acarretou queda no nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade ativa). 

Atividades

Dados do levantamento revelam que parte expressiva dos trabalhadores, cerca de 41,5 milhões, exercia atividades voltadas para os serviços em 2011. Esta estimativa aumentou 5,2% em relação a 2009. A participação deste grupo na população ocupada avançou de 43,1% para 44,9%, de 2009 para 2011.

O comércio e reparação (assistência) era a segunda categoria com mais gente ocupada, com aproximadamente 16,5 milhões de trabalhadores. Em relação a 2009, apresentou crescimento de 1,9%. 

Cresce número de trabalhos em construção
Reprodução/IBGE

O setor de atividades agrícolas, em 2011, foi estimado em 14,1 milhões de pessoas, registrando redução de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas em relação a 2009, ou seja, queda de 7,3%. 

Aproximadamente 12,4 milhões de trabalhadores estavam envolvidos em atividades relacionadas à indústria, configurando queda de 8% frente a 2009.

Já a construção se destacou por ter sido o grupo que mais cresceu em termos percentuais de 2009 para 2011. Seu contingente aumentou em 13,6%, totalizando 7,8 milhões de trabalhadores, e ampliando, assim, sua participação na população ocupada, que aumentou em 0,9 ponto percentual. Em 2011, representava 8,4% dos ocupados.

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