Cresce 4,7% número de casas próprias no país

O número de domicílios particulares chegou a 61,3 milhões no país

Em dois anos, o número de casas próprias do Brasil cresceu 4,7%. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), em 2011 o número de domicílios particulares chegou a 61,3 milhões. 


Dos domicílios brasileiros, em 2011, aproximadamente 75% deles (45,8 milhões) eram próprios, sendo 70,1% (43,0 milhões) quitados e 4,7% em aquisição (2,9 milhões). Os alugados representavam 17,3% (10,6 milhões), os cedidos 7,5% (4,6 milhões) e os que tinham outra forma de ocupação 0,5% (297 mil unidades). De 2009 para 2011, a quantidade de domicílios próprios apresentou ampliação de 2,7 milhões de unidades.

Casa Própria - Pnad
Reprodução/IBGE


A região Norte foi a que apresentou a maior proporção de casas próprias (78,5%), e a menor proporção foi 65,6%, na região Centro-Oeste. No Sudeste, onde, em 2009, 71,8% dos domicílios eram próprios, em 2011, este número atingiu 73,4% (correspondendo a mais 1,2 milhão de unidades), e a região Norte, embora tenha apresentado estabilidade na participação, ganhou nesse período 145 mil unidades.

Serviços públicos
Água - Em 2011, o número de domicílios atendidos por rede geral de abastecimento de água, 51,8 milhões, correspondia a 84,6% do total de unidades investigadas. Esse percentual significou um acréscimo de 0,3 ponto percentual frente a 2009, ou mais 2,5 milhões de unidades usufruindo desse serviço.

O serviço de abastecimento de água por rede geral cobre de forma diferenciada as regiões brasileiras. O percentual de domicílios com esse atendimento variou de 55,9%, na região Norte, a 91,1% no Sudeste. Mesmo assim, todas apresentaram melhora no serviço: Centro-Oeste (10,7%); Nordeste (8,3%); Sul (5,6%); Norte (3,0%) e Sudeste (2,6%).

Serviços - pnad
Reprodução/IBGE

Esgoto - A participação dos domicílios beneficiados por rede coletora de esgoto no país passou de 59,1%, em 2009, para 62,6%, em 2011, ampliando esse atendimento a 3,8 milhões de domicílios. O grande destaque foi o aumento de 63,8% na região Norte (de 547 para 896 mil unidades), cuja proporção passou de 12,9% para 20,2%, nesse período.

Energia elétrica - de 2009 para 2011, seguindo a tendência verificada em anos anteriores, o número de casas que possuíam energia elétrica em relação ao total de domicílios investigados aumentou, atingindo quase a totalidade (99,3%). Essa expansão se deu em todas as regiões, variando de 4%, na região Sul a 7% no Centro-Oeste. 

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