Bolsonaro: boato de bomba só ajudou a me eleger

O deputado federal afirmou que episódio de 27 anos atrás, em que ele teria planejado explodir bombas em unidades militares, não existiu

A edição do dia 28 de outubro de 1987 da revista Veja publicou uma reportagem que denunciou o então capitão Jair Messias Bolsonaro - hoje deputado federal pelo PP-RJ. Segundo a publicação, ele teria planejado explodir bombas em unidades da Vila Militar e outros quartéis. Hoje, 27 anos depois, o parlamentar assume que o caso só o ajudou a entrar na política.

"Eu nem pensava em entrar na política, mas isso me ajudou porque fiquei conhecido e então eu fui eleito no ano seguinte", afirmou. Segundo ele, dez anos após a reportagem, ele se encontrou com a jornalista que o "denunciou" e fez esta a mesma declaração a ela.

"Nem me lembrava mais da moça, que se apresentou e eu disse que aquilo só me ajudou. Perícias provaram minha inocência, depois comprovada pelo Supremo Tribunal Federal, e ela [logo após a publicação da revista Veja] foi demitida", explicou.

Segundo a publicação de 1987, Bolsonaro criticou o então ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves, a quem teria chamado de incompetente e racista. As críticas ocorriam por conta da insatisfação com relação aos salários da época.

Ao Portal da Band, Bolsonaro assume que, na época, passava por esses problemas. "Estávamos em uma situação salarial gravíssima e eu realmente transmitia informações à revista".

O deputado, porém, diz que a revista apenas se aproveitou do momento político para ganhar as bancas com um "boato comprovado pela Justiça".

Eleito em 1988, Bolsonaro afirma que ganhou o carisma da população por conta do caso. "Muita gente votou em mim achando que eu era louco, outros porque eu peitei o presidente José Sarney", finalizou. 

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