Secretaria rebate descaso em centro médico de SP

Rádio Bandeirantes denunciou esquema em que médicos, dentistas e diretores trabalham menos do que o previsto nos contratos; pasta nega as acusações

A Secretaria de Saúde de São Paulo garante que "está tudo certo" e que o presidente da Fundação Oncocentro é pago para trabalhar apenas quatro horas por dia, totalizando 20 semanais.

Em nota enviada a Rádio Bandeirantesque denunciou um esquema em que médicos, dentistas e diretores trabalham menos do que o previsto nos contratos – a pasta nega as acusações.

Mas, na própria folha de ponto, o presidente da entidade, que também é professor da USP, assina como se trabalhasse das 8h até às 17h.

Ou seja, José Eluf Neto registra uma carga horária de 40 horas semanais, diferente do que diz a Secretaria, responsável pela contratação.

Durante conversa com o repórter Agostinho Teixeira, ele não respondeu exatamente que horas está na Fundação. “Normalmente eu vou de manhã para o Oncocentro. Quase sempre eu estou na parte da manhã lá”.

A Secretaria de Saúde de São Paulo não respondeu o pedido por uma cópia do contrato do presidente da instituição.

Enquanto isso, não faltam reclamações sobre os serviços prestados pela Fundação, que custou R$ 40 milhões ao governo paulista.

Com um câncer na boca, um paciente denuncia até a escassez de materiais, como um equipamento para conseguir falar sem problemas. A resposta dada por funcionários da instituição foi a de que seria um desperdício o uso da peça.

A Secretaria da Saúde garante que o Oncocentro não passa por crise alguma e que não existe "falta de recursos" que possa atrapalhar o atendimento.

Compartilhar