Justiça de SP manda arquivar caso Pesseghini

O menino Marcelo, de 13 anos, foi considerado culpado pela morte dos pais, da avó e da tia avó em agosto do ano passado

A Justiça de São Paulo determinou o arquivamento das investigações do caso Marcelo Pesseghini. O garoto de 13 anos foi considerado culpado pela morte dos pais, da avó e da tia avó em agosto do ano passado.

O juiz Renato Filho considerou acertada a decisão da Polícia Civil que conclui que foi o garoto quem matou a família. Se não houver um fato novo para reabertura da investigação, o caso será considerado extinto já que o culpado está morto.

A advogada contratada para defender a família do pai do garoto disse que vai recorrer da decisão e ainda tentará levar o processo para Supremo Tribunal Federal.

Vídeos inéditos

Centenas de horas de gravação, que nunca chegaram às mãos da perícia, foram divulgados neste mês. Em uma sequência, gravada à 1h15 do dia 5 de agosto, mostra o carro prata que, segundo a polícia, era dirigido por Marcelinho logo depois da chacina.

O motorista – supostamente o menino - está com as mãos em cima do volante e no banco de trás se vê o que parece ser um vulto. O veículo com os faróis apagados estaciona e depois pisca quatro vezes a lanterna traseira, como se estivesse enviando um sinal. Para aumentar o mistério, cerca de 40 segundos depois dois carros escuros, com películas protetoras nos vidros, passam em baixa velocidade.

Outro vídeo traz mais uma dúvida, com imagens que estão distantes e escuras por causa do horário. Mesmo assim, é possível ver que, pouco antes de Marcelo descer do carro, uma mancha escura aparece na parte de trás. Segundos depois o adolescente desce, aparentemente pela porta traseira.



O caso

Um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a mulher – também policial militar –, a sogra, de 67 anos, a tia da esposa, de 55, e o filho de 13 anos foram encontrados mortos em duas casas de um mesmo terreno, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo.

O filho do casal de PMs, que também morreu, teria sido o atirador. Depois do crime, ele teria ido à escola, voltado e se matado com um disparo na cabeça.

De acordo com o Comando da PM (Polícia Militar), o sargento da Rota deveria ter entrado no trabalho às 5h e a mulher dele, às 9h. A polícia foi encaminhada até a casa da Brasilândia depois que colegas do 18º Batalhão, da Freguesia do Ó, estranharam a falta da agente.

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