Carnaval: autoridades temem avanço do zika vírus

Boletim semanal registra crescimento de 10,3% nos casos notificados no país, que chegam a 3.893 desde o ano passado

Cinco meses após as primeiras notícias sobre o surto no país de nascimentos de bebês com microcefalia, uma malformação craniana que as autoridades relacionam à infecção da gestante pelo zika vírus, o governo segue combatendo o aumento de casos e teme o relaxamento da população em feriados -- como o Carnaval --, mas começa a ter motivos para ver avanços no controle do problema. Os progressos estão ocorrendo na área de estrutura para o combate e no que se sabe sobre a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. 

O Ministério da Saúde informou ontem que, com a compra de 500 mil reagentes, a partir do mês que vem será possível fazer 20 mil testes por mês para diagnosticar a infecção por zika -– até agora, só era possível fazer mil testes por mês no país. O órgão celebrou ainda a descoberta do processo pelo qual o vírus infecta o feto (texto ao lado). Avanço de 10,3% Não é possível, porém, comemorar abertamente, porque o surto segue avançando no Brasil. 

O boletim epidemiológico semanal do Ministério da Saúde informou que já foram notificados, em 764 cidades de 20 Estados e no DF, desde o ano passado, 3.893 casos de microcefalia com suspeita de relação com o zika vírus, um aumento de 10,3% em relação à semana anterior (números no quadro). 

“E temos de admitir a possibilidade de um ajuste, porque os feriados do fim do ano podem ter um efeito de subnotificação”, avalia o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério, Cláudio Maierovitch. 

Dos casos notificados, 282 (7,2% do total) já foram descartados na investigação. 

Cuidados no Carnaval 

Maierovitch é cuidadoso para evitar o alarme em relação à proximidade do Carnaval, mas admite os riscos. “As pessoas circulam pelo país, o que ajuda a espalhar o vírus, mas a verdade é que ele já está em quase todos os Estados”, afirma. “Precisamos reforçar a necessidade dos cuidados. Sabemos que as pessoas saem para brincar com pouca roupa nos blocos, ficam expostas ao mosquito. É recomendável o uso de repelentes”, afirma. 

Medo na América Latina 

O diretor também comentou as recomendações dos governos da Colômbia – que notificou, em 2015, 11.712 casos de infecção por zika – e da Jamaica, onde o vírus ainda não circula, para que as mulheres adiem planos de gestação enquanto o surto persistir. “Cada país vai encarar de uma maneira a chegada da doença, mas essas precauções dão uma noção do tamanho do problema”, disse.

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