Moro diz não ter reparado em horário de áudio

Juiz alegou, entretanto, que esse fato não altera a relevância das gravações

Em despacho, o juiz Sérgio Moro afirmou na manhã desta quinta-feira (17) que não havia reparado que o áudio foi feito depois do horário que ele havia pedido para encerrar as escutas. No entanto, o magistrado afirmou que o fato não altera a relevância das gravações.

Ontem, o juiz federal que comanda as investigações da Operação Lava Jato, divulgou gravações de conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, onde ela afirma ter enviado o termo de posse para que ele pudesse usar “em caso de necessidade”.

O Palácio do Planalto questionou a legalidade da divulgação e afirmou que o juiz violou a lei e a Constituição Federal. Moro, afirmou nesta quinta que "nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, colhidas apenas fortuitamente".

Ele citou ainda o conhecido episódio Watergate, da Suprema Corte dos Estados Unidos, que afastou o então presidente Richard Nixon, em 1974, e diz que ainda é “um exemplo a ser seguido”.

Moro afirma que, "evidentemente, caberá ao Supremo Tribunal Federal, quando receber o processo, decidir definitivamente" sobre todas as questões. 

 

Reviravolta

 

Uma liminar concedida pelo juiz federal Itagiba Catta Preta Neto anulou os efeitos da posse do ex-presidente Lula como ministro. De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", a decisão foi tomada pois o magistrado entendeu que há indícios de cometimento do crime de responsabilidade. o Palácio do Planalto ainda não foi notificado oficialmente, mas há rumores que deve entrar com uma liminar contra o pedido. 

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