Rio Grande do Sul: o maior exportador de pedras preciosas do Brasil

Maior reserva de ametistas do mundo está no Estado; por mês são extraídas, em média, 400 toneladas da pedra

De pequenas cidades do Rio Grande do Sul saem as joias, feitas com pedras preciosas, que renderam quase US$ 70 milhões, no ano passado, em exportações para o Estado, dono da maior reserva de ametistas do mundo.

Por mês são extraídas, em média, 400 toneladas da pedra preciosa. Os garimpeiros que trabalham nas minas da pedra são autônomos e o rendimento depende do tamanho e da coloração do mineral.

O Jornal da Band visitou uma dessas minas em Ametista do Sul. Desde a entrada do garimpo até o fim da última galeria são aproximadamente 400 metros. Para que as pessoas possam trabalhar lá dentro é preciso toda uma estrutura, como esse sistema de ventilação, rede de energia elétrica com luzes que se indicam os caminhos e também rede de água.

Exportação

As pedras preciosas representam mais 70% da economia no município de 7 mil habitantes. O brilho das ametistas está na praça central da cidade. Na igreja, 40 toneladas revestem as paredes, mas a maior parte da produção é exportada para mais de 50 países.

Os Estados Unidos e a China compram 60% das pedras. O principal polo do Brasil é o município de Soledade, também no norte gaúcho. 185 empresas do setor geram cinco mil empregos diretos e indiretos.

 No ano passado, a exportação de pedras preciosas no Rio Grande do Sul superou US$ 67 milhões de dólares. Algumas valem mais de 20 mil reais, mas é possível ter uma em casa por bem menos. “Há pedras com valores muito atrativos, normalmente as que não possuem cor tão intensa, com o roxo da ametista menos intenso, então o preço muda muito e pode ser facilmente adquirida”, lembra o empresário Fernando Lodi.

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