Coligação de Haddad acusa Bolsonaro de abuso de poder econômico

Chapa petista ingressou pedido de investigação da campanha do PSL e inelegibilidade do concorrente por oito anos

A coligação presidencial encabeçada pelo petista Fernando Haddad ingressou na noite de terça-feira, 2, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedido para investigar a campanha do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, por abuso de poder econômico.

Segundo a chapa petista, o pedido faz referência ao fato do presidente da empresa de ar condicionado Komeco, Denisson Moura Freitas, ter supostamente gravado um áudio a funcionários para pedir apoio à candidatura de Bolsonaro por meio do uso de adesivos e camisetas. A coligação de Haddad pede ao TSE a inelegibilidade de Bolsonaro por 8 anos.

Segundo relatos na imprensa, empresários estariam pressionando funcionários a apoiar Bolsonaro. O Ministério Público do Trabalho (MPT) já alertou de que é "proibida a imposição, coação ou direcionamento nas escolhas políticas dos empregados".

"O objetivo é garantir o respeito e a proteção à intimidade e à liberdade do cidadão-trabalhador no processo eleitoral, no ambiente de trabalho", disse o MPT em nota pública.

O MPT em Santa Catarina entrou, na terça-feira, 3, com uma ação judicial contra a rede de lojas Havan depois do proprietário da cadeia, Luciano Hang, ter pedido que seus funcionários votem em Bolsonaro sob ameaça de fechar lojas e demitir empregados em caso de vitória de candidatos de esquerda.

Nesse caso, o MP do Trabalho pediu pagamento de R$ 1 milhão em multa no caso de descumprimento. Hang é apoiador público de Bolsonaro.

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