Onyx revela tatuagem sobre caixa 2: Para lembrar do que dia que errei

Futuro ministro da Casa Civil afirmou que é um combatente contra a corrupção

Onyx Lorenzoni resolveu marcar na pele a polêmica sobre o recebimento de caixa dois. Durante a participação no Canal Livre, o futuro ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro mostrou uma tatuagem (veja o vídeo a partir de 12min50) que fez no braço direito. Ele tatuou o versículo bíblico (João 8:32): "E conhecereus a verdade, e a verdade vos libertarás".

"Eu respeito que não tem fé, peço que respeitem a minha minha. Eu fiz isso para que eu nunca mais erre. Eu fiz isso para me lembrar do dia que eu errei, isso é para mim, não é para sair por aí mostrando", afirmou.

"Eu quero dizer para vocês que eu sou um combatente contra a corrupção, eu sou uma pessoa que acredita na verdade. O presidente Jair Bolsonaro sabe o homem que eu sou", continuou.

Lorenzoni afirmou que foi muito "doloroso" e "difícil" reconhecer um erro publicamente. De acordo com o político, a tatuagem foi feita há dois anos, justamente após ele falar sobre o episódio.

Processo aberto

Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin atendeu pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a abertura de uma petição autônoma específica para analisar as acusações de caixa 2 feitas por delatores da JBS ao futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e a outros dez parlamentares que prosseguirão com foro em 2019.

Pesam sobre Lorenzoni o relato e planilhas dando conta de pagamentos de R$ 100 mil em 2012 e R$ 200 mil em 2014. O deputado federal admitiu em uma entrevista ter recebido R$ 100 mil e pediu desculpas. Em sua decisão, Fachin determinou que as novas petições sejam submetidas à livre distribuição entre os ministros - à exceção de Dias Toffoli, que preside a Corte - para que um relator seja escolhido.

No caso de Onyx Lorenzoni, a PGR investigará a denúncia feita pelos delatores de caixa 2 em dois anos distintos. Entre maio e agosto de 2017, delatores do grupo J&F entregaram à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal anexos (relatos escritos) e documentos acusando o atual ministro de transição de governo e futuro chefe da Casa Civil de ter recebido caixa 2 em dois momentos, nos valores de R$ 100 mil em 2012 e de R$ 200 mil em 2014.

Veja os demais vídeos de Lorenzoni no Canal Livre:

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