Carta encontrada por agentes indica plano do PCC para matar autoridades

Procuradores e coordenadores de presídios estão entre os ameaçados pela facção criminosa

Agentes penitenciários encontraram uma carta do Primeiro Comando da Capital (PCC) que indica um plano para matar autoridades policiais em São Paulo. Segundo investigadores, se trata de uma nova ameaça da facção para assassinar o promotor de Justiça, Lincoln Gakya, que já tinha aparecido como alvo.

Além dele, o plano também ameaça o coordenador dos presídios da região Oeste do estado de São Paulo, Roberto Medina.

Os nomes de Luiz Fernando Negrão Bizzoto, diretor-geral da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, e de Maurício Moreira Souza, diretor de Segurança e Disciplina da Penitenciária 1 de Presidente Venceslau também são citados.

Na carta, com referência a Gakya, está escrito que "o promotor japonês continua a mesma fita. Ele tá dando uma sorte danada, fiquei sabendo que vocês quase pegaram ele no trânsito, mas é isso mesmo meus parceiros, só tenho a agradecer a atenção que vocês estão dando, arriscando a vida de vocês pela nossa luta e nossa causa”.

Já sobre o diretor da penitenciária em Presidente Venceslau, na carta está escrito que "já tá tudo no pente, é só executar. Esse cara tá tirando, tá duvidando das nossas forças, pode pá matando ele. Os outros não vão pagar pra ver".

A inteligência da Polícia Civil identificou os autores e responsáveis por transmitir informações da cúpula para todos os membros da facção. Bruno Henrique Pessoa dos Santos, conhecido como Capoeira, e Carlos Alberto Damásio, o Fumaça, estão presos, mas conseguem se comunicar com quem está do lado de fora.

O Ministério Público Estadual vai pedir na semana que vem a transferência dos dois para um presídio em Presidente Bernardes, também no interior do estado.

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