Países da Europa reconhecem Guaidó como presidente da Venezuela

Nações como Espanha, Portugal e Alemanha justificaram que o líder opositor tem direito de organizar uma eleição

Espanha, Portugal, Reino Unido, Alemanha, França, Áustria, Suécia e Dinamarca reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, nesta segunda-feira, 4, ao justificaram que o líder tem direito de organizar uma eleição, diante da recusa do governo socialista de Nicolás Maduro.

A manobra coordenada pelas grandes nações europeias veio após o fim do prazo de oito dias estabelecido no final de semana passado para Maduro convocar uma nova eleição.

O presidente venezuelano, acusado de conduzir o país como uma ditadura e de arruinar a economia, desafiou o ultimato. Para Maduro, a elite governante da Europa está seguindo a agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Guaidó, que comanda a Assembleia Nacional controlada pela oposição, se declarou líder interino no mês passado - uma medida que dividiu as potências globais.

Trump foi o primeiro a reconhecer o presidente interino. Nações da União Europeia também apoiam Guaidó, embora algumas tenham expressado reservas com o precedente global de uma autodeclaração.
Rússia e China, que despejaram bilhões de dólares de investimentos e empréstimos na Venezuela, apoiam Nicolás Maduro.

"Reconheço o presidente da Assembleia da Venezuela, senhor Juan Guaidó, como o presidente encarregado da Venezuela”, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em pronunciamento televisionado para pedir uma eleição livre e justa o quanto antes. O ministro das Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, seguiu o exemplo.

"Nicolás Maduro não convocou eleições presidenciais dentro do limite de 8 dias que estabelecemos", escreveu no Twitter. "Então o Reino Unido, juntamente com aliados europeus, agora reconhece @jGuaidó como presidente constitucional interino até que eleições críveis possam ser realizadas". O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, disse à rádio France Inter que Guaidó tem "a capacidade e a legitimidade" para organizar uma eleição presidencial.

Segundo Le Drian, Paris consultará parceiros europeus a respeito da Venezuela. É imperativo que se resolva o conflito pacificamente para evitar uma guerra civil.

Maduro, ex-líder sindical e motorista de ônibus, de 56 anos, substituiu o falecido líder Hugo Chávez, morto por um câncer em 2013, mas o país entrou em um colapso econômico e 3 milhões de venezuelanos emigraram em sua gestão.

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