Álcool e energético: combinação perigosa no Carnaval

Para encarar horas de muita festa, o consumo de bebidas alcoólicas com energéticos aumenta, mas essa mistura pode trazer sérios riscos à saúde

Para muitas pessoas, duas coisas não podem faltar no Carnaval: fantasias e bebidas alcóolicas. Nesse período, cada folião deve gastar cerca de R$ 634,00 com produtos e serviços, segundo uma pesquisa do SPC Brasil. Entre os itens mais procurados estão os energéticos e as bebidas alcoólicas, como cerveja, catuaba e vodca.

Em um ambiente de carnaval pode ser difícil para o folião perceber que exagerou no consumo de bebida alcoólica. Esse é o problema número um, mas tem o problema número dois: quem mistura energéticos aos drinks aumenta ainda mais os riscos de acidentes e problemas de saúde.

Segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, a combinação é perigosa porque o álcool funciona como um sedativo no corpo e o energético como um estimulante.

“A pessoa já perdeu um pouco da coordenação motora pelo efeito do álcool, mas está acelerada pelo energético. E aí ela vai se deslocar, dirigir ou fazer alguma coisa e os acidentes ocorrem, como o acidente cardíaco, que se dá pela combinação de álcool e energético que acelera demais o coração e se a pessoa tem algum problema ele vai ser acentuado pela intoxicação”, explica o especialista.

A estudante Caroline Oliveira assume que gosta de beber além da conta no carnaval, mas depois de exagerar na combinação de energético com vodca, decidiu nunca mais misturar os dois. “Pensei que fosse morrer, porque meu coração batia tão rápido que eu achei que estava infartando”, lembra.

Quem pretende aproveitar longas horas de folia e não quer passar do ponto deve: manter o corpo hidratado e intercalar as bebidas alcóolicas com água ou sucos; dar mais espaço entre um drink e outro; e se alimentar antes e durante as festas.

“Tem que tomar cuidado também com o que você bebe. Com destilados a chance de você ficar intoxicado é muito maior do que se você tomar bebidas com menor concentração de álcool. Esse é um alerta também importante”, acrescenta Laranjeira.

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