Restaurantes vazios e apps de delivery em alta: os efeitos do coronavírus

Para evitar aglomerações, população muda hábitos de lazer em São Paulo e no Rio de Janeiro

Uma das principais orientações dos infectologistas para evitar a contaminação pelo COVID-19, o novo coronavírus, é não frequentar locais fechados ou com grande aglomeração. Neste fim de semana, dos dias 14 e 15, os efeitos desta pandemia puderam ser notados pela reportagem do Jornal da Band em restaurantes e praias praticamente vazios em São Paulo e no Rio de Janeiro e pelo aumento da procura por serviços de entrega e de produtos básicos em supermercados.

O empresário Felipe Aoki, que tem o hábito de almoçar fora aos finais de semana, diz que começou a recorrer a aplicativos de comida para evitar circular pela cidade de São Paulo. A prática faz com que os donos de restaurantes, apesar de encontrarem seus salões vazios, vejam a compensação chegar pelo número de pedidos de entregas a domicílio, que aumentaram a ponto de alguns deles precisarem chamar reforços para que a comida chegue até o cliente.

A mesma mudança em locais de lazer foi sentida no Rio de Janeiro. Mesmo em um dia de sol e calor em que geralmente as praias ficariam lotadas, os cariocas evitaram sair de casa. O barraqueiro Junior Noronha conta que a diminuição no volume deve afetar bastante as contas no final do mês: "Hoje seria um dia pra poder melhorar financeiramente e está piorando. Turista não vem, carioca não vem".

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Na falta da possibilidade de curtir as praias, o carioca está aproveitando o tempo livre para estocar alimentos em casa. Assim, os supermercados veem as prateleiras esvaziarem e as filas nos caixas aumentarem consideravelmente.

A associação dos supermercados divulgou uma nota dizendo que devido ao aumento das vendas, algumas redes estão tomando medidas para evitar o desabastecimento, como antecipação de pedidos de compras e elevação de estoque.

Como medida preventiva, depois de suspender as aulas e eventos com aglomeração de público, o governador Wilson Witzel disse que também não descartar interditar as praias cariocas.

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