Medicamento para malária não deve ser usado sem acompanhamento médico

Toxicologista do Hospital das Clínicas ressaltou efeitos adversos que podem ser causados pela hidroxicloroquina

A autoprescrição de medicamentos pode trazer riscos extras em casos de doenças ainda não totalmente conhecidas, como é o caso do novo coronavírus.

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Em entrevista à BandNews FM, o toxicologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Anthony Wong, assessor da Organização Mundial da Saúde para segurança de medicamentos, explicou que a hidroxicloroquina, medicamento usado para tratar a malária e que contribuiu na recuperação de um pequeno grupo de pacientes com a COVID-19, não deve ser consumida sem acompanhamento médico.

O especialista ressalta que os testes com o medicamento foram feitos em grupos ainda muito pequeno e chama atenção para os efeitos adversos da hidroxicloroquina, incluída pela Anvisa no grupo de produtos controlados.

O toxicologista esclareceu, no entanto, que não há problemas em tratar sintomas como febres e dores com antitérmicos e analgésicos já conhecidos e consumidos anteriormente pelo paciente, desde que sem efeitos colaterais.

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