Brasil pode enfrentar problemas sérios com insumos médicos, afirma ex-presidente da Fiocruz

Morel diz que as companhias chinesas já começaram a avisar que muitos equipamentos, como leitos hospitalares, só poderão ser entregues em junho

O anúncio de que os EUA estão enviando 23 aviões para voltar com toneladas de equipamentos e produtos hospitalares da China acendeu a luz amarela no Brasil. A informação é da colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo.

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"A notícia mostra que vamos ter sérios problemas de abastecimento", diz o médico Carlos Morel, ex-presidente da Fiocruz, que negocia a importação de insumos para a fundação, vinculada ao Ministério da Saúde, e outros órgãos do país.

"O capitalismo selvagem vai se impor. Cada país vai querer se proteger", diz ele. Morel afirma que "a pressão sobre as empresas chinesas está no nível máximo" e os preços dos insumos médicos estão aumentando freneticamente: "sobem de um dia para o outro".

Morel diz que as companhias chinesas já começaram a avisar que muitos equipamentos, como leitos hospitalares, só poderão ser entregues em junho.

Os vôos ordenados pela Casa Branca para a China foram noticiados pelo "The New York Times". O jornal diz que o primeiro avião trouxe 80 toneladas de mercadorias, como 10 milhões de luvas, 1,8 milhão de máscaras, aventais e "milhares de termômetros".

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