Casos de violência contra mulher sobem 30% durante quarentena

Foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência

Os casos de violência contra a mulher sobem em São Paulo durante a quarentena. Segundo dados do Ministério Público, a alta foi de 30% em março na comparação com fevereiro. Foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência. Essas ações determinam a garantia de segurança das vítimas de agressão, como uma distância mínima a ser mantida. As informações são de Helen Braun, da BandNews FM.

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Os dados do Ministério Público de São Paulo mostram ainda um aumento no número de prisões em flagrante por causa de casos de violência doméstica. Em fevereiro foram 177; já em março foram 268. Em entrevista à BandNews FM, a promotora de Justiça Fabíola Sucasas explica que, com o confinamento, a tensão dentro de casa aumenta.

Segundo a promotora, as mulheres em situação de violência doméstica ficam ainda mais vulneráveis em isolamento. Isto porque estão mais expostas ao agressor e podem ter dificuldades para pedir ajuda.

A ONU já havia divulgado um texto em que relatava preocupação com os casos de violência doméstica. Isso tomando por base outras regiões do mundo afetadas pela pandemia do coronavírus.

Na China, a hashtag #ContraViolênciaDomésticaDuranteEpidemia foi usada mais de 3 mil vezes em redes sociais, acompanhada de relatos de vítimas ou testemunhas. A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, sobre os direitos das mulheres, lembra que a dificuldade econômica é outro fator que acaba desencadeando o ciclo da violência.

Jacira Melo é taxativa e ressalta a importância da manutenção de serviços de atendimento à mulher para que ela possa fazer denúncias; ter onde se abrigar também é fundamental.

Em São Paulo, apesar da quarentena, as Delegacias de Defesa da Mulher, a Casa da Mulher Brasileira e Centros de Acolhimento continuam funcionando.

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