Consultor de negócios digitais analisa boicote ao Facebook

Segundo Fernando Souza, as empresas também dependem da rede social

“A linha é muito tênue entre liberdade de expressão e a falta de respeito nas redes sociais”, disse o professor e consultor de negócios digitais Fernando Souza sobre o boicote de marcas ao Facebook. Ele conversou ao vivo no Repórter Bandeirantes com o jornalista Danilo Gobatto.

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Empresas como Unilever e Coca-Cola anunciaram a suspensão de seus anúncios no Facebook, encorpando um movimento iniciado pelas entidades de defesa de direitos civis nos EUA chamado “Stop Hate for Profit”. A adesão ao boicote já chega a 650 marcas e o objetivo é pressionar a rede social a retirar posts que incentivem a violência, a divisão e a desinformação do público, bem como posts que promovam o racismo e a discriminação.

As marcas propõem mais responsabilidade aos administradores de grupos e mais autonomia para os usuários denunciarem discurso de ódio. O diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, concordou em se encontrar com representantes de organizações que lideram a campanha.

Sobre a duração do boicote, Fernando Souza diz que só o tempo vai dizer, mas lembrou que as empresas também dependem do Facebook. "O Facebook se tornou uma grande plataforma de marketing onde muitas empresas dependem bastante para gerar vendas, gerar receita, gerar construção de marca", afirmou.

Por isso, para o consultor, não há como haver um 'divórcio' com a rede social, em algum momento haverá uma reconciliação. "Se o Facebook, talvez, ceder um pouco ou se as empresas realmente se desgastarem", disse.

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