Após saída do governo, Salim Mattar culpa o 'establishment' pelo atraso nas privatizações

Salim Mattar culpa o “establishment” pelo atraso nas privatizações. Árduo defensor da redução do tamanho do Estado, o empresário decidiu deixar o governo

Salim Mattar culpa o “establishment” pelo atraso nas privatizações. Árduo defensor da redução do tamanho do Estado, o empresário decidiu deixar o governo.

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“Quem é o establishment? É o conjunto de todo os atores aqui no governo. É o judiciário, é o Congresso, o Executivo, são os grupos de interesses que são formados pelos funcionários das estatais e fornecedores daquelas empresas, pelos políticos regionais, pela esquerda e por lideranças nacionais que temos”, explicou Mattar.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, no Jornal Gente, ele disse que há todo um ambiente contrário à venda de empresas públicas. Mattar ocupava a Secretaria Especial de Desestatização e Privatização.

Segundo ele, uma condição essencial para que essa agenda caminhe é vontade política. O governo Bolsonaro começou com a informação de que existiam 134 estatais no país.

“Tem muita gente que apoia a redução do tamanho do Estado. Um grupo enorme de senadores e deputados que aprovam essa pauta e no Executivo também temos muito apoio. A condição é que o Ministro tem que tomar atitude de colocar a empresa no Programa Nacional de Desestatização, é simples assim não é complexo”, afirmou durante a entrevista.

O trabalho foi avançando e, de acordo com o ex-secretário, descobriu-se que eram 698. Salim Mattar lembra que 84 já foram vendidas – número que se dependesse dele já seria muito maior.

“As nossas empresas estatais são ineficientes. Não existe uma estatal eficiente, seria incongruente”, disse o ex-secretário.

Também pediu demissão o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. Ele teria se decepcionado com a decisão do governo de transferir as discussões sobre a reforma administrativa para 2021.

Assista a entrevista na íntegra

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