Jornalistas discutem reforma política; veja

Sistema eleitoral, financiamento de campanha e recall foram temas de debate; assista ao vídeo do Jornal da Noite

A reforma política volta a ser tema de debate, nesta sexta-feira, no Jornal da Noite. Os jornalistas Boris Casoy e Fernando Mitre, do Grupo Bandeirantes, comentam o tema com o jornalista Fernão Lara Mesquita, do jornal O Estado de S. Paulo.

"A reforma política quem faz é a imprensa ou o povo. Reforma precisa ser forçada, arrancada. A internet está aí, o povo está na rua. Se dermos foco para esta força, é possível que ela ocorra", afirma Mesquita.

Fernando Mitre concorda em partes. Segundo ele, "a novidade é que dessa vez o olho das ruas está mirando os políticos. É um tipo de pressão que pode funcionar. Mas no fim da história, quem fará a reforma é aquele grupo que se nutre do sistema que deve ser mostrado".

Sistema eleitoral

O sistema eleitoral foi debatido pelos jornalistas. Mitre defende um sistema aperfeiçoado, com qualidade da política. "O voto facultativo, por exemplo", defende.

Eles também levantam uma mudança polêmica: o voto proporcional, como ocorre hoje, ou o voto distrital - em que se deixa de votar no partido e o candidato com maioria das intenções vence.

Mitre explica que na Alemanha há uma mistura dos dois, o que "tem dado certo nos últimos anos".

Porém, ele faz uma observação. "Perfeito não existe, mas o distrital aproxima o eleito do eleitor", afirma o diretor nacional de jornalismo do Grupo Bandeirantes.

Já Mesquita defende o voto distrital com recall - que tira o eleito do cargo caso a população não tenha aprovado o trabalho.

"O voto distrital é um mecanismo. Troque o seu político com 'defeito' antes que ele provoque um 'desastre", diz o profissional do jornal O Estado de S. Paulo.  

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Outros temas

Outro tema polêmico, alvo de debate entre os três, foi o financiamento público das campanhas.

"Pode haver uma falta de transparência maior ainda", diz Mitre.

A reeleição presidencial, na opinião do jornalista Fernando Mitre, é desnecessária. "Acho que cinco anos em um mandato está de bom tamanho".

Perguntado sobre o mesmo assunto por Boris Casoy, Mesquita diz que o problema não é a reeleição. "O problema é o excesso de poder que o presidente tem em pegar o dinheiro e fazer o que ele quiser". 

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