Alexandre Frota diz que virou 'persona non grata' no governo Bolsonaro

Deputado atribuiu ao fato sua defesa pela prisão de Fabrício Queiroz e afastamento do senador Flávio Bolsonaro

O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) usou seu Twitter para dizer que se tornou "persona non grata" (expressão para designar alguém que não é querido ou bem-vindo) no governo Jair Bolsonaro.

O parlamentar atribuiu a este fato sua defesa pela prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, senador e um dos filhos do presidente.

No final do ano passado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou atípicas movimentações por parte de Queiroz, no valor de R$ 1,2 milhão, em transações suspeitas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Frota também citou que defendeu, à época, o afastamento de Flávio para se defender no caso. A crise gerou desgaste nos primeiros momentos do governo Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, 14, o deputado, que esteve ao lado de Jair Bolsonaro antes mesmo das eleições, afirmou que suas posições com relação ao ocorrido fizeram com que ele ganhasse o status de "persona non grata".

"Eu vou lutar pelo o que eu acho certo. Se acham que vou me calar ou fazer joguinho político estão enganados", acrescentou.

Mais tarde, Alexandre Frota voltou a tuitar sobre o assunto e disse que recebeu outro aviso do tipo, desta vez da parte de Flávio Bolsonaro.

"Hoje encontrei o @FlavioBolsonaro, ele me confirmou que o pai [Jair] ficou chateado comigo; foi a terceira pessoa que veio me dar o recado", escreveu.

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