Moro diz que novo Decreto de Armas atende críticas

Ministro da Justiça e da Segurança Pública afirmou que o governo foi sensível e restringiu a flexibilização

O presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quarta-feira, 22, mudanças no chamado Decreto de Armas. O novo texto diz que não será conferido porte de arma de fuzis, carabinas, espingardas ou armas ao cidadão comum. Na opinião de Sergio Moro, essas retificações mostram que o governo foi "sensível às críticas".

O Ministro da Justiça e da Segurança Pública conversou com exclusividade com a Rádio Bandeirantes e explicou como aconteceu a elaboração do decreto.

"O presidente foi eleito e entre as promessas de campanha que ele realizou na oportunidade foi de alguma flexibilização da posse e do porte de armas no Brasil. Esses últimos decretos foram elaborados mais diretamente dentro da Casa Civil, do Palácio do Planalto, evidentemente que o Ministério da Justiça e da Segurança Pública foi consultado", afirmou,

"Esse decreto que foi publicado hoje [quarta-feira] de certa maneira atende as críticas que foram formuladas em relação a ele duas semanas atrás. Ele [o decreto] restringe um pouco aquela flexibilização. Houve a crítica que talvez houvesse ali algum excesso e o Planalto foi sensível a essa crítica", argumentou.

Moro explicou que a mudança no texto também tem como objetivo deixar mais claro qual o tipo de armamento será autorizado a posse e o porte.

"Por exemplo, havia alguma dúvida se alguma espécie de arma ou munições estariam ou não, qual seria o alcance dessa flexibilização, se as pessoas teriam direito a comprar a arma X ou a arma Y. E o novo decreto coloca, por exemplo, que o comando do exército vai fazer uma lista e fazer as indicações de classificação de armamento para deixar claro se o armamento é autorizado para compra ou não", disse.

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