Luiz Inácio Lula da Silva deixa a prisão

Ex-presidente deixou a sede da Polícia Federal do Paraná após decisão do Supremo Tribunal Federal

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de deixar a sede da Polícia Federal do Paraná, berço da Operação Lava Jato, onde estava preso desde o dia 7 de abril de 2018. O petista saiu da prisão após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inválida a execução provisória da pena em segunda instância.

A defesa de Lula protocolou na manhã desta sexta-feira, 8, o pedido de liberdade do ex-presidente da República na Justiça Federal em Curitiba. Os defensores alegaram que a decisão do STF é de conhecimento público e pediu que fosse expedido alvará de soltura para o petista.

"Luiz Inácio Lula da Silva, qualificado nos autos da Execução Penal Provisória em epígrafe, cujos trâmites se dão por esse douto Juízo, vem, por seus advogados que abaixo subscrevem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer a expedição imediata de ALVARÁ DE SOLTURA, diante do resultado proclamado na data de ontem pelo Supremo Tribunal Federal – público e notório – no julgamento simultâneo das ADCs 43, 44 e 54", informava o documento protocolado às 11h12.

Em entrevista transmitida pela página do petista no Facebook, o advogado Cristiano Zanin disse que despachou o pedido nesta sexta-feira com o juiz Danilo Pereira Junior, da 12ª Vara Federal de Curitiba. "Nós despachamos com o dr. Danilo e expusemos a ele a nossa compreensão do assunto. Pedimos urgência e que houvesse celeridade", disse Zanin.

A Justiça Federal acatou o pedido dos advogados de Lula e expediu o alvará de soltura de Lula às 16h15. No documento, o juiz pede que a defesa e as autoridades tomem medidas para evitar "tumulto e risco à segurança". Um cordão de isolamento foi montado em frente ao prédio da Polícia Federal, em Curitiba, onde apoiadores do ex-presidente se encontram.

A estimativa da Polícia Militar é a de que duas mil pessoas aguardam o ex-presidente no momento, diante da Superintendência da PF. A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-senador Lindbergh Farias (RJ) estão no local.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O petista está inelegível e responde a outros processos, situação que por enquanto não muda, mesmo que ele seja libertado.

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