Weintraub fala que "vagabundos" de Brasília devem ser presos, começando pelo STF

Em reunião ministerial que teve o sigilo retirado pelo STF, ministro da Educação critica estrutura de Poder do Brasil. "Brasília é pior do que eu poderia imaginar"

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou na reunião ministerial, que é alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), que os "vagabundos" de Brasília deveriam ser presos, a começar pelos ministros da Suprema Corte.

"Brasília é muito pior do que eu poderia imaginar. As pessoas perdem a percepção, a empatia, a relação com o povo, sentem-se inexpugnáveis", afirmou. "Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF".

Ele também criticou ex-ministros que deixaram o governo. "Ministros que chegaram e foram embora, muita gente com agenda própria. Um jogo é jogado aqui, eu não vim para jogar o jogo. Eu vim para lutar e me ferro. Tenho um monte de processo no comitê de ética da Presidência, sou o único que levou processo aqui", completou.

"Não estamos sendo duros com os privilégios, com o tamanho do Estado, eu realmente estou aqui de peito aberto. Eu odeio o partido comunista, eles querem nos transformar em uma colônia. Eu odeio o termo polo indígena. Só tem um povo nesse País. Quer, quer. Não quer, sai de ré".

"Temos que acabar com esse negócio de povos e privilégios. Só pode ter um povo. Tem ministro que se acha melhor do que o povo. O senhor [dirigindo-se para Bolsonaro], levou uma facada na barriga, mas eu também estou correndo riscos e fico ouvindo um monte de gente defendendo privilégios. Viemos aqui para acabar com isso e não para manter", concluiu.

STF reage à declaração de Weintraub:

Reunião de 22 de abril

A reunião de Bolsonaro com ministros em 22 de abril faz parte de um inquérito aberto no STF para apurar as declarações de Sergio Moro no dia em que pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O vídeo liberado pelo ministro Celso de Mello é considerado uma das principais provas para sustentar a acusação feita por Moro de que o presidente tentou interferir no comando da PF e na superintendência do órgão no Rio, fatos esses investigados no inquérito relatado pelo decano do STF.

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