Rodrigo Maia: Ideal é adiar eleições em 30, 40 ou até 60 dias

Em entrevista a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, presidente da Câmara informou que, nesta semana, partidos e médicos vão se reunir para discutir o assunto

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que o melhor seria adiar as eleições municipais deste ano em 30, 40 ou até 60 dias devido à pandemia de coronavírus. Maia foi entrevistado por José Luiz Datena no programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira, 11.

"Na minha avaliação pessoal, e pelo que ouço de médicos, o ideal seria adiar em 30, 40 ou até 60 dias as eleições", pontuou. "Tudo depende de emenda constitucional, claro, mas muitos prefeitos são contra, porque avaliam que isso pode desorganizar as contas públicas. Eu sou a favor se for necessário [adiar]. Minha preocupação é não ter uma segunda onda de contaminação no País, mas será o plenário [do Congresso] que irá decidir pelo adiamento ou não".

O presidente da Câmara disse que nesta sexta-feira, 12, está programada uma reunião com Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), líderes de partidos e médicos que participam do enfrentamento da pandemia. "Com a apresentação dos médicos, vamos tomar uma decisão", pontuou. "Pelo que sei, a maioria dos médicos avalia muita dificuldade de as eleições acontecerem em outubro. É difícil tomar uma decisão para todo o País. Do meu ponto de vista, não será todas as regiões do Brasil com a curva em queda", completou.

Isolamento social

Rodrigo Maia avaliou como correto as medidas de isolamento social no País, e que isso aliviou o sistema de saúde brasileiro. "Tirando Manaus, a decisão pelo isolamento fez com que não houvesse um colapso no sistema de saúde. São Paulo, até pelo bom trabalho do prefeito Bruno [Cover] e do governador João Doria, nunca chegou a isso. O Brasil administrou bem a situação", opinou.

"Poderíamos ter sido mais duro no isolamento, como fez a Nova Zelândia - que hoje zerou os casos da doença? Tudo poderia, mas vivemos em um país continental, as coisas não são simples".

"Além disso, também tivemos conflitos de posições, com o governo federal e os Estados e municípios com entendimentos diferentes. O que precisamos agora é organizar protocolos, priorizando vidas, e, ao longo das semanas e meses, podermos voltar à situação de antes", completou.

Assista à entrevista:

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